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EUA: setor privado cria 38 mil novos postos de trabalho em agosto

EUA: setor privado cria 38 mil novos postos de trabalho em agosto

O setor privado norte-americano criou 38 mil novos postos de trabalho em agosto, menos do que se esperava e com os ganhos concentrados sobretudo no segmento dos cuidados de saúde. No entanto, esta é uma leitura que os mercados receberão com algum otimismo, dado que reduz as probabilidades de uma subida das taxas diretoras já em setembro – ainda que este se mantenha o cenário mais provável.
Os dados divulgados esta quarta-feira, 2 de setembro, pela ADP, empresa responsável pelo processamento dos salários de inúmeras empresas privadas nos EUA, apontam para mais 38 mil postos de trabalho em agosto, menos do que os 47 mil esperados pelo mercado e do que os 46 mil criados em julho, um número revisto em alta em relação aos 44 mil inicialmente reportados. O valor de agosto é o mais baixo desde janeiro.
Os ganhos concentraram-se sobretudo nos cuidados de saúde e educação, segmento que acrescentou 45 mil empregos e liderou por setor. Também o turismo e restauração viram mais 16 mil postos, enquanto a construção criou 12 mil.
Em sentido inverso, a indústria viu uma redução de 17 mil postos, os serviços profissionais e de negócios perderam 16 mil e a extração de minérios, o comércio, os transportes e serviços públicos recuaram todos cinco mil empregos.
Este é mais um sinal de uma economia em modo ‘não despede, não contrata’, com o mercado laboral a mostrar cada vez menos vigor e vitalidade. Ainda assim, para os investidores será uma leitura em que ‘menos é mais’: a perceção generalizada é que a Reserva Federal terá de subir taxas face a uma inflação que não dá tréguas, mas leituras fracas do lado do emprego reduzem a probabilidade de uma subida – pelo menos no imediato.
Os dados oficiais e referentes à economia norte-americana como um todo (e não só ao setor privado) são divulgados esta sexta-feira. Segundo o levantamento da “CNBC”, investidores e analistas apontam a ganhos na ordem dos 53 mil novos empregos depois de julho ter registado um recuo de 23 mil.

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