Presidente são-tomense toma posse e apela à estabilidade, unidade e trabalho para promover crescimento económico
O Presidente reeleito de São Tomé e Príncipe, que tomou posse esta quinta-feira, 3 de setembro, apelou à estabilidade, unidade e trabalho e defendeu instituições credíveis e cultura de responsabilização para atrair investimentos e promover o crescimento económico do arquipélago.
“Só com estabilidade se constrói confiança, e só com a confiança se promove o desenvolvimento. Um país mergulhado em incerteza e instabilidade dificilmente conseguirá atrair investimento, criar emprego e construir prosperidade. São Tomé e Príncipe precisa de estabilidade política, estabilidade económica e estabilidade social”, afirmou Carlos Vila Nova.
No entanto, o chefe de estado são-tomense sublinhou que “a estabilidade não significa imobilismo, não é silêncio perante os problemas”, mas “significa criar condições” para “trabalhar, investir, produzir e planear o futuro” do arquipélago.
Carlos Vila Nova defendeu que é preciso olhar para a economia do arquipélago com ambição e responsabilidade e sublinhou que o “crescimento económico não pode ser apenas números em relatórios, mas deve ter impacto na vida das pessoas.
“O desenvolvimento económico exige instituições credíveis, exige regras claras, exige transparência, responsabilidade na gestão dos recursos públicos e uma administração capaz de servir os cidadãos e apoiar aqueles que querem trabalhar e investir”, precisou.
Carlos Vila Nova tomou hoje posse, pela segunda vez, como Presidente da República Democrática de São Tomé e Príncipe, numa cerimónia na Assembleia Nacional com a presença de vários chefes de Estado e de Governo estrangeiros.
A assistir a esta cerimónia estão os presidentes da República Democrática do Congo, Félix Tshisekedi, e do Gabão, Brice Cloraire Olingui Nguema, os chefes dos governos de Portugal, Luís Montenegro, de Moçambique, Maria Benvinda Delfina Levi, da Guiné Equatorial, Manuel Osa Nsue Nsua, e de Marrocos, Aziz Akhannouch.
Carlos Vila Nova foi reeleito chefe de Estado de São Tomé e Príncipe em 19 de julho passado à primeira volta, com 55,88% dos votos, batendo Nito D’Abreu (41,46%), Miques João (1,59%) e Eugénio Tiny (1,07%).
O chefe de Estado, de 67 anos, engenheiro de telecomunicações, que foi ministro nos governos liderados por Patrice Trovoada, é o quinto Presidente de São Tomé e Príncipe, cargo anteriormente ocupado por Manuel Pinto da Costa, Miguel Trovoada, Fradique de Menezes e Evaristo Carvalho.
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