Zelensky espera visita dos enviados dos EUA “nos próximos dias”
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou esta quinta-feira, 3 de setembro, esperar uma visita a Kiev dos enviados do Presidente norte-americano, Donald Trump, nos “próximos dias” como parte dos esforços de mediação dos Estados Unidos (EUA) para encontrar uma saída à guerra.
“Estamos à espera que os enviados do presidente dos EUA venham a Kiev. Recebemos confirmação deles: irão realizar reuniões em Moscovo e Kiev. Esperamos uma reunião nos próximos dias”, disse Zelensky, no seu discurso diário, citado pela agência France-Presse (AFP).
O líder ucraniano revelou que “datas preliminares” para esta reunião foram definidas, sem as revelar.
“Isto é muito importante. É importante que a América continue ativa” neste trabalho diplomático, acrescentou Zelensky.
No final de julho, o Presidente ucraniano falou por telefone com os emissários de Donald Trump – Steve Witkoff e Jared Kushner – com o objetivo de “revitalizar a diplomacia”.
A confirmar-se, seria a primeira visita a Kiev de Witkoff e Kushner desde o regresso de Donald Trump à Casa Branca, em janeiro de 2025, e o início das conversações da sua administração para tentar encontrar uma saída ao conflito.
Steve Witkoff e Jared Kushner já visitaram Moscovo várias vezes como parte destas negociações, mas os esforços para travar a guerra desencadeada pela invasão russa em 2022 ainda não conduziram a um avanço diplomático.
Também têm passado para segundo plano na agenda de Washington desde o início da guerra no Médio Oriente em fevereiro deste ano.
A Ucrânia e os EUA ofereceram ao Presidente russo, Vladimir Putin, uma reunião a três com Zelensky e Trump para discutir, ao mais alto nível, os termos em que a guerra pode terminar.
O Kremlin rejeita esta proposta por agora e não aceita um cessar-fogo imediato para dar impulso às negociações propostas por Kiev com o apoio de Washington.
A ofensiva militar russa no território ucraniano, lançada a 24 de fevereiro de 2022, mergulhou a Europa naquela que é considerada a crise de segurança mais grave desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
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