Enviados de Trump devem visitar Moscovo e Kiev durante o fim-de-semana
Os principais negociadores norte-americanos, Steve Witkoff e Jared Kushner, irão visitar a Rússia e Ucrânia durante este fim-de-semana, isto numa altura em que um acordo de paz começa a parecer mais possível, mas ainda distante. A confirmar-se a visita à capital ucraniana, será a primeira destes representantes dos EUA.
A notícia é da agência estatal russa TASS citada pela Reuters, mas ainda não houve confirmação do lado norte-americano. A confirmar-se, a data indicada para a visita à capital ucraniana deverá ser 6 de setembro, ou seja, depois de uma passagem por Moscovo.
Witkoff e Kushner não visitam a capital russa desde janeiro, quando se encontraram com o presidente russo Vladimir Putin no Kremlin. Ainda segundo a mesma fonte, os russos estarão a tentar demover os representantes norte-americanos de visitar Kiev.
Ambas as partes continuam com uma miríade de pontos de discórdia apesar das tentativas de vários negociadores para atingir a paz após quatro anos e meio de guerra. Moscovo continua a reivindicar território do qual Kiev não pretende abdicar, enquanto os ucranianos rejeitam render-se perante a invasão.
No entanto, Putin falou recentemente numa “hipótese” para a paz entre os países do leste europeu, embora ressalvando que o caminho para a resolução do conflito teria de passar sempre por entendimentos entre ambas as nações.
Por sua vez, do lado ucraniano, o ministro dos Negócios Estrangeiros afirmou aos repórteres ver “uma nova dinâmica nos esforços de paz”, isto numa altura em que os ataques ucranianos em território russo atingem alvos cada vez mais distantes das fronteiras entre os dois países. Kiev tem conseguido atacar sucessivamente refinarias bem dentro do território russo, criando ainda mais constrangimentos na ofensiva de Moscovo, que já enfrenta dificuldades logísticas e uma perda de vidas que muito pesam na sua capacidade bélica.
Volodymyr Zelenskyy, presidente ucraniano, avisou as companhias aéreas que estas ofensivas de Kiev no território da Federação Russa tornavam o espaço aéreo daquele país perigoso, num apelo a que estas empresas deixem de sobrevoar a Rússia. Ainda assim, garantiu que os drones ucranianos só visam infraestrutura militar e nunca ameaçarão de forma deliberada a aviação civil.
Na cimeira da Organização para a Cooperação de Xangai (OCX) nesta passada semana, Putin considerou que estes ataques eram “atos de terrorismo estatal” que “complicam as hipóteses de discussões bilaterais de paz”.
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