EUA: Mercado laboral pulveriza expectativas e acrescenta 162 mil postos em agosto
A economia norte-americana voltou a pulverizar as expectativas para a criação de emprego com 162 mil postos novos em agosto, reforçando a ideia de que a Reserva Federal dificilmente terá alternativa senão subir já os juros diretores na reunião de setembro. Além dos números assinaláveis em agosto, os dados de julho foram revistos de uma queda de 23 mil para 21 mil postos criados.
Os dados divulgados pelo Departamento do Trabalho esta sexta-feira não deixam grande margem para dúvidas quanto à força do mercado laboral norte-americano, que volta a superar largamente as expectativas. O levantamento feito pelo Dow Jones apontava para uma expectativa de 53 mil novos empregos, próximo de um terço dos dados agora conhecidos.
É a criação mais forte de emprego na maior economia do mundo desde março.
Na mesma linha, a taxa de desemprego manteve-se em 4,1%.
A juntar a isto, os números de julho foram revistos em forte alta, passando de uma destruição de 23 mil empregos para mais 21 mil postos adicionados naquele mês. Combinando com junho, a revisão total em ambos os meses chegou a 55 mil postos.
Os números da criação de emprego nos EUA têm sido voláteis este ano, mas estas duas leituras reforçam a ideia de que a Fed terá mesmo de voltar a subir os juros diretores na reunião de setembro. A inflação continua a mostrar-se persistente e mantém-se consideravelmente acima do objetivo de 2% e o mercado laboral volta a dar sinais de rigidez e sobreaquecimento.
Ainda assim, do lado dos salários o cenário parece mais contido, com um crescimento homólogo de apenas 3,1%, o mais baixo desde maio de 2021 e reduzindo o risco de efeitos de segunda ordem na inflação.
A restauração foi o sector que mais contribuiu para a subida, com 59 mil postos criados, seguido pela educação pública, com 42 mil. Esta performance inverteu as reduções registadas no mês anterior. Também a indústria continuou a trajetória de crescimento, com mais 16 mil postos de trabalho, tal como o segmento dos cuidados de saúde, com mais 13 mil empregos.
Em sentido inverso, o sector da informação viu um recuo de 23 mil empregos, liderando as perdas.
[notícia atualizada às 14h00]
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