F1: Nico Hülkenberg deu apoio a Gabriel Bortoleto
Gabriel Bortoleto abriu o coração após um fim de semana difícil no Grande Prémio do Brasil, onde não conseguiu terminar nem a Sprint, nem a corrida principal diante do seu público em Interlagos. O jovem piloto da Sauber, que viveu o seu primeiro Grande Prémio caseiro, revelou ter recebido palavras de incentivo do seu companheiro de equipa, Nico Hülkenberg, que o ajudaram a ultrapassar o desapontamento e a focar-se nas próximas corridas.
O sonho transformando em pesadelo
O fim de semana de Bortoleto foi marcado por uma sucessão de contratempos. Um acidente na Sprint Race de sábado danificou gravemente o seu monolugar e impediu-o de participar na qualificação. No domingo, a sua corrida terminou ao fim de poucas voltas, após um toque com Lance Stroll que o lançou contra as barreiras e quebrou a suspensão dianteira do Sauber.
Visivelmente abatido, o piloto brasileiro reconheceu a sua quota de responsabilidade: “Foi um fim de semana para esquecer e seguir. Fico apenas com o lado positivo — o apoio do público brasileiro. Estou triste por não ter conseguido correr e mostrar o ritmo que tínhamos. O erro na Sprint foi meu, e serei o primeiro a ser duro comigo próprio.”
Apesar da frustração, Bortoleto optou por encarar o episódio como parte do processo de aprendizagem: “Foi mais doloroso por ser em casa, mas é apenas mais um fim de semana. Há corridas boas e más. O importante é analisar, aprender e seguir em frente.”
As palavras de conforto do colega de equipa
Após a corrida, Nico Hülkenberg, o colega de equipa mais experiente, procurou motivar o jovem brasileiro. “Ele disse-me: ‘Em vinte anos de Fórmula 1, vais ter muitos bons e maus momentos. Já passei por isso muitas vezes. São esses momentos que te tornam mais forte’”, contou Bortoleto.
O alemão fez ainda questão de reconhecer o desempenho do estreante: “O Nico disse que está orgulhoso do que fiz este ano e que devo continuar a acreditar. As boas fases vão voltar.”
Com maturidade, Bortoleto assumiu as lições do fim de semana: “Aprendi muito. É uma questão de gerir o risco. Fiquei satisfeito por tentar ser mais agressivo e experimentar coisas novas, mas percebi que há alturas em que isso pode custar caro. Tentei arriscar na Sprint e acabei por destruir o carro antes da qualificação. Faz parte do processo de crescimento.”
Determinado em recuperar o rumo, o campeão em título da Fórmula 2 deixou uma nota de confiança: “Erros acontecem. O importante é aprender com eles e voltar mais forte. Sei que tenho potencial e que os bons momentos vão chegar.”
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