História do Rali dos Açores: seis décadas de paixão nas estradas de São Miguel
Há estradas que guardam segredos milenares, e depois há a terra açoriana, onde o eco dos motores desenhou, ao longo de mais de meio século, uma das páginas mais vibrantes da história do automobilismo ibérico e internacional. O que começou em 1965 como uma simples e despretensiosa “Volta à Ilha de São Miguel”, fruto da audácia e da amizade férrea dos homens do Grupo Desportivo Comercial, transformou-se num monumento sagrado dos ralis. Com 61 anos de história acumulada, a prova é muito mais do que um evento desportivo: é a espinha dorsal da identidade açoriana no desporto, uma epopeia feita de nevoeiros cerrados, paisagens deslumbrantes, público fervoroso colado às bermas e a mística inconfundível de um rali único no mundo.
As raízes e a longa travessia rumo à ribalta internacionalA prova nasceu a 18 de julho de 1965, com direito à curiosidade de um primeiro concorrente norte-americano a desbravar o caminho. Rapidamente, o evento ganhou tração institucional ao integrar o Campeonato Nacional de Ralis logo na sua quarta edição, em 1968. A transição para a moldura internacional deu-se em 1973 com o Rally Internacional de São Miguel, abrindo portas a lendas vivas do automobilismo mundial, como Sandro Munari e Alcide Paganelli.
Contudo, a caminhada rumo aos grandes campeonatos europeus foi um calvário de persistência contra barreiras geográficas e burocráticas. A insularidade foi, durante longos anos, o pretexto esgrimido por múltiplos lobbies para travar a entrada da prova no firmamento europeu. Aconteceram avaliações oficiais e exaustivas ao longo da década de 1980 — em 1983, 1984 e 1985 —, mas a porta teimava em fechar-se. Foi preciso esperar até 1992 para que o sonho continental se materializasse, ainda que com um modesto coeficiente inicial de 2, contrastando com as potências continentais.
A viragem definitiva aconteceu na transição para o novo milénio. Com a associação estratégica da companhia aérea regional SATA a partir de 1999, a prova encontrou asas para voar mais alto, transformando-se num símbolo incontornável de promoção turística dos Açores. A chegada do Intercontinental Rally Challenge (IRC) em 2008, impulsionada pela montra global do Eurosport, colocou o rali nos écrans de todo o planeta, consolidando o seu estatuto de eleição na nata do Campeonato da Europa de Ralis (ERC) até 2022.
A tempestade institucional e a resiliência de um símboloNenhum mito sobrevive sem provações, e a história recente do Azores Rallye tem sido marcada por turbulências administrativas e polémicas desportivas. Decisões federativas controversas, relatórios severos e impasses com a Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting (FPAK) testaram a paciência e a resistência do Grupo Desportivo Comercial.
As divergências públicas tornaram-se patentes quando Ni Amorim, presidente da FPAK, justificou a ausência da prova do calendário nacional com base em avaliações desfavoráveis e relatórios de observadores, distanciando-se de entendimentos prévios reclamados pela anterior liderança do clube micaelense. A pressão culminou no doloroso cancelamento da edição de 2024, fortemente condicionada por pareceres desfavoráveis da Comissão de Crise e pela sobrecarga dos serviços de saúde locais, nomeadamente no Hospital do Divino Espírito Santo.
O renascer das cinzas pela mão de Luís PimentelA viragem do ciclo chegou em janeiro de 2025, quando Luís ‘Licas’ Pimentel, antigo piloto de reconhecida estirpe na modalidade, assumiu os destinos do Grupo Desportivo Comercial. Assumindo a missão de reerguida do clube e da sua grande bandeira, Pimentel não tem poupado críticas à postura do Executivo regional, lamentando abertamente o desinvestimento e o claro abandono institucional votado pelo Governo face ao Azores Rallye e ao desporto automóvel.
O dirigente tem recordado com insistência o peso económico sistémico da prova, lembrando que o rali funciona como uma montra fundamental de projeção externa para a região e um catalisador vital para a hotelaria, a restauração e os transportes. Daí o seu premente apelo à mobilização e à união de esforços entre entidades públicas, autarquias e parceiros privados para garantir a sustentabilidade e o futuro do evento de referência do automobilismo açoriano.
Com a recente realização bem-sucedida da 59.ª Volta à Ilha de São Miguel – By Azores Rallye, a mística recuperou o fôlego nas estradas micaelenses. Fica a esperança coletiva de que os apoios institucionais regressem em pleno, permitindo recolocar definitivamente a mítica prova açoriana no patamar de excelência internacional que ocupou por direito próprio durante tantas e douradas décadas.
Tudo começou antes da ‘Volta’A primeira edição do Rali dos Açores, ainda com o nome de ‘1ª Volta à Ilha de São Miguel’, teve lugar a 18 de julho de 1965. Foi ele quem ‘inaugurou’ a história do SATA Rally Açores; mas não foi ele o primeiro rali a ter lugar na ilha.Na verdade, e desde logo pela batuta dos homens do Grupo Desportivo Comercial, liderados pelo tenente Filipe Mendes Quinto, ‘açoriano pelo casamento’ e profundo amante do desporto automóvel, a primeira manifestação do género ocorreu a 12 de junho de 1960.Deram-lhe o nome de ‘Rally de Iniciação’ e contou com a presença de 40 equipas, tendo sido ganha por José Borges Soares Medeiros/Roberto Domingues Pacheco, num Peugeot 403.Pouco mais de dois anos depois, em agosto de 1962, foi criada finalmente a secção de Motorismo do ‘Comercial’, oficializando assim a sua existência e intenção de organizar provas de automóveis na ilha, junto do ACP, num processo que desde a primeira hora contou com o apoio de Alfredo César Torres e durou alguns meses, até ao primeiro trimestre de 1963, quando ficou concluído.
Então, aproveitando o balanço, o ‘Comercial’ arrancou com o primeiro rali oficial em São Miguel. Chamado Rally da Primavera, teve lugar a 15 de junho de 1963, com a presença de 49 equipas. Um sucesso! Labieno Machado/Ricardo Cabral, num Ford Anglia, foram os vencedores da prova, que contou com Pedro Domingos dos Santos como observador do ACP, que classificou o rali de ‘1ª Categoria’.
Estava dado o pontapé de saída para a ‘1ª Volta à Ilha de São Miguel’, que teve lugar a 18 de julho de 1965. Presentes, entre as 32 equipas, pela primeira vez, concorrentes oriundos da vizinha ilha da Madeira e um estrangeiro – FrederickPurdy, que era então o Cônsul dos Estados Unidos da América. Chegaram 28 equipas ao final, com Luís Toste Rego/Jaime Gama a vencerem, com um FIAT 1500. Em 2º lugar, ficou a dupla madeirense constituída por Zeca Cunha e António Pereira, num Triumph TR4. A assistir, esteve José Maria Paiva raposo, secretário-geral do ACP.
Ricardo Moura, o herói localOs ralis açorianos têm em Ricardo Moura um verdadeiro ‘herói local’. 47 anos, nasceu em Ponta Delgada, a 4 de fevereiro de 1979, casado e com um filho e uma filha, este licenciado em Estudos Europeus e Política Internacional descobriu os ralis por acaso, após uma lesão em 1998, quando praticava ‘bodyboard’.Então, com um grupo de amigos, começou a praticar motocross e enduro, antes de experimentar dar umas voltinhas com carros de tração traseira. Foi amor à primeira… sensação! Nunca mais parou: em 1999, estreou-se no Rali Cidade da Ribeira Grande, com um Toyota Starlet de (claro!) tração traseira, que lhe custou 500 euros, classificando-se em 4º das Viaturas Sem Homologação (VSH).Levou quase dez anos a estar em condições de lutar pelo título. Mas, uma vez lá chegado, desde 2008 que tem sido sempre o Campeão Regional de Ralis- e, este ano, está de novo largamente na frente do campeonato, a caminho daquele que será o seu oitavo título consecutivo. A certa altura, em 2009, desejoso de beber outros ares e de experienciar outras classificativas, rumou ao Continente – apenas para se sagrar Campeão Nacional de Ralis por três vezes, entre 2011 e 2013.Ricardo Moura chegou a ter uma mágoa – nunca tinha ganho, à geral, o ”seu” Rali dos Açores, mas conseguiu-o em 2016, depois foi várias vezes segundo e em 2022 entrou para o derradeiro troço, Ribeira Grande, 6.1s na frente do espanhol Efrén Llarena, mas perdeu por 2.7s, naquele que foi para si um verdadeiro balde de água fria, que não apaga, no entanto o seu fantástico palmarés.
Os nomes mais sonantes de sempre do palmarésJuha Kankkunen foi durante muito tempo o piloto mais célebre dos que venceram na ilha de São Miguel. Quádruplo campeão no WRC (1986, 1987, 1991 e 1993) e vencedor de 23 ralis do WRC, este que foi um dos derradeiros e lídimos representantes da gesta dos “Finlandeses Voadores” veio à ilha açoriana para vencer a prova, no ano de 2001. Contudo, em 2023 o palmarés da prova passou a ter um nome que dificilmente será destronado como a mais sonante presença no palmarés do Rali dos Açores, Sébastien, que com Laurène Godey ao lado no Škoda Fabia RS Rally2 venceu em 2023, espalhando pela ilha uma classe muito difícil de igualar.
Fernando Peres, recordista de triunfosFernando Peres não tem, aparentemente, quaisquer raízes ao arquipélago – exceto a relação de amizade que durante muitos anos o ligou a Ricardo Caldeira, que foi seu fiel navegador entre 1991 e 1998 e era natural da região. Porém, é dele o recorde de vitórias no SATA Rallye Açores – sete, um número que dificilmente será batido.A primeira vez que isso sucedeu foi em 1994.Estava ao volante de um Ford Escort RS Cosworth e, nessa edição, bateu outro piloto local, Luís Pimentel e Rui Madeira. Repetiu a dose em 1996 e em 1998. Mas foi a partir de 2003 que embalou decisivamente para o recorde, com três vitórias seguidas e mais uma, a última, em 2007.Em 2003, estava ao volante de um desatualizado Ford Escort RS Cosworth mas, mesmo assim, foi vencedor, numa prova que teve vários líderes e aproveitando da melhor forma os abandonos, sucessivos, de Alister McRae (Peugeot 206 WRC) e de Gustavo Louro (Mitsubishi Lancer Evo VII), quando estavam na frente, para assumir a liderança, controlando depois,nos três troços que faltavam disputar, o andamento de Armindo Araújo, que foi 2º, com o CitroënSaxo Kit Car.Uma vez mais, Peres estava no local certo, na hora certa, em 2004. Nesse ano, verificou-se nova hecatombe entre os favoritos, como Armindo Araújo, que abandonou com problemas mecânicos no Citroën Saxo Kit Car, ou Pedro Leal, que viu ceder o turbo do seu Subaru Impreza STI. A mais de 4m, ficou o local Luís Rego, 2º com outro Lancer Evo VIII, que bateu, por menos de 3 s, o algarvio Ricardo Teodósio, com mais um Lancer, mas este “apenas” Evo VI – todos de Grupo N. O melhor Grupo A foi Pedro Chaves, em 4º, com o Renault Clio S1600.Em 2005, ano em que conquistou não apenas a sua sexta vitória na prova, mas a terceira seguida, Peres imprimiu desde cedo um ritmo poderoso, que lhe permitiu alcançar o comando da prova a partir da PEC 3, nunca mais o largando e, no final, levando um saboroso banho de champanha da sua equipa, à qual dedicou o triunfo, garantindo que, dessa vez, a vitória não tinha sido apenas um golpe de… “sorte”. Gustavo Louro focou em 2º da geral, posição que poderia ter sido de Armindo Araújo, que desistiu quando pressionava o líder.2007 foi o ano do seu derradeiro triunfo nos Açores. E, mais uma vez, Peres aproveitou bem as desistências dos favoritos, neste caso as equipas oficiais da Peugeot e da FIAT. Bruno Magalhães ficou pelo caminho logo no primeiro dia, com problemas no 207 S2000, sucedendo o mesmo, pouco depois, a José Pedro Fontes, no PuntoS2000. Assim, liberto de pressões, o piloto-dentista controlou a seu bel-prazer as classificativas do derradeiro dia, vencendo no entanto com apenas 9,7 s sobre Vítor Pascoal (Subaru Impreza Spec C N12), depois de, também ele, ter tido problemas durante o último troço.Depois deste triunfo, Peres apenas voltou a São Miguel nos dois anos seguintes, em que foi 5º classificado, antes de deixar de correr no principal campeonato português de ralis. Hoje, faz provas dos campeonatos regionais do Norte e da FPAK, com os seus ‘velhos’ Ford Escort RS Cosworth e Mitsubishi Lancer Evo VII.
PALMARÉSRali de São Miguel – Açores1991 –3º (2º Portugal), c./ Ricardo Caldeira (Ford Sierra Cosworth 4×4)Rali de São Miguel/Caixa Económica Açoreana1992 – 4º (3º Portugal/1º Grupo N), c./ Ricardo Caldeira (Ford Sierra RS Cosworth 4×4)Rali Açores/Caixa Económica dos Açores1994 – 1º, c./ Ricardo Caldeira (Ford Escort RS Cosworth)Rali Açores/BCA1995 – 2º, c./ Ricardo Caldeira (Ford Escort RS Cosworth)1996 – 1º, c./ Ricardo Caldeira (Ford Escort RS Cosworth)Rallye Açores1997 – Abandono, c./ Ricardo Caldeira (Ford Escort WRC)1998 – 1º, c./ Ricardo Caldeira (Ford Escort WRC)
SATA Rallye Açores1999 – 3º/2º Portugal, c./ José Pedro Silva (Ford Escort WRC)2000 – Abandono (suspensão), c./ José Pedro Silva (Ford Escort WRC)2001 – 4º/3º Portugal, c./ José Pedro Silva (Ford Escort WRC)2003 – 1º, c./ José Pedro Silva (Ford EscortRSCosworth)2004 – 1º, c./ José Pedro Silva (Mitsubishi Lancer Evo VII)2005 – 1º, c./ José Pedro Silva (Mitsubishi Lancer Evo VII MR)2006 – Abandono (turbo), c./ José Pedro Silva (Mitsubishi Lancer Evo IX)2007 – 1º, c./ José Pedro Silva (Mitsubishi Lancer Evo IX)2008 – 5º, c./ José Pedro Silva (Mitsubishi Lancer Evo IX)2009 – 5º/1º Portugal, c./ José Pedro Silva (Mitsubishi Lancer Evo IX)
Horácio Franco, o recordistaHorácio Franco, falecido em 2017, aos 63 anos, é um dos grandes nomes dos ralis açorianos, foi durante muito tempo o recordista de participações na prova, com 25 – talvez ainda seja, Ricardo Moura tem 23 participações, (não temos neste momento acesso a outros números que possam alterar o facto).Começou ainda no tempo em que ela se chamava Volta à Ilha de São Miguel, no início da década de 80. Perfeito conhecedor de todas as estradas da ilha, nunca conseguiu subir ao lugar mais alto do pódio, no topo da classificação geral. Os melhores resultados foram o 2º lugar em 1986 e os 3º em 1981 (logo na estreia!), 1983, 2005 e 2007, “sempre com carros de Grupo N, à exceção de 1983” – mesmo assim, com sabor a um magnífico triunfo pois, em condições inferiores a muitos outros, conseguiu arvorar a bandeira de melhor piloto local. “É verdade que nunca venci a prova, enquanto piloto, mas ganhei-a por duas, como navegador [de ‘Larama’, em 1977 e 1978]. Tive muitas oportunidades mas, por uma razão ou por outra, isso nunca aconteceu. Ou o carro avariava, ou perdia uma roda… Situações muito difíceis, mas isto é mesmo assim! Além disso, não há milagres, com carros de Grupo 1 ou Grupo N… Mas tenho muita mágoa de nunca ter ganho o rali. Sou da ilha [nasceu em Ponta Delgada], conheço-a muito bem e fiz enormes sacrifícios para isso. Mas nunca aconteceu.”
Na verdade, em 25 participações, Horácio Franco chegou quase sempre ao fim, tendo desistido apenas por cinco vezes: “Lembro-me de um ano, com o [Ford] Escort [RS Cosworth], que era também de Grupo N, em que estava na frente do rali, com uma grande folga, depois de ter andado sempre nos três primeiros, em luta com o “Quim” Santos e o Santinho [Mendes]. Então, na Tronqueira, bati, arranquei uma roda e desisti.”Apesar de ter feito 11 edições da prova ao volante de vários Mitsubishi Lancer, o carro que melhores recordações lhe deixou “foi o [Ford] Escort [RS 1800 MkII] que era do Carlos Torres. Ele tinha sido suspenso, com o Mário [Silva], depois do Rali de Portugal e emprestou-me o carro, mas com muitas condições. Tinha que ter cuidado, não podia bater, se não era eu quem pagava! Andei, pois, sempre com muito cuidado, mas sempre nos lugares da frente. Esse foi o único carro em que andei que era verdadeiramente competitivo, não era um Grupo 1. Era bem preparado, era potente… e era caro, para mim! Tinha um valor muito alto para as minhas possibilidades e andei sempre com a certeza de que, se batesse, era eu quem iria pagar os estragos!”
Sete Cidades, talvez a mais bela do mundoO SATA Rallye dos Açores é reconhecido pelas dificuldades das suas classificativas em piso de terra, muitas vezes demasiado estreitas e quase sempre muito técnicas. É reconhecido também pela beleza das paisagens e pelas estradas floridas. Nomes como a Tronqueira, Pico da Pedra ou Feteiras fazem parte do imaginário e da lenda das provas de ralis. Mas talvez a mais conhecida, mais pela sua beleza do que pela sua dificuldade (que não é nada pouca), seja a classificativa das Sete Cidades (antes, Lagoa das Sete Cidades).Na verdade, esta que é habitualmente a mais longa da prova, com os seus 28,92 km de extensão, existe desde os primórdios do Rali dos Açores. Hoje, logo no início, existe um monumento (mais precisamente, um painel) evocativo da classificativa, em que se descreve o seu percurso, mostrando aos visitantes o significado do rali para os habitantes e a cultura de São Miguel.Percorrida ao longo da cratera de um vulcão extinto, com as águas azuis e verdes lá em baixo, do lado direito, e o horizonte marítimo, mais longe, do lado esquerdo, tem sido muitas vezes decisiva para a história do rali. Com cinco quilómetros de diâmetro, a cratera do vulcão é percorrida por uma estrada de terra, mesmo na sua borda. E é por essa estrada que os pilotos aceleram, todas as edições.As suas paisagens são de tirar o fôlego aos pilotos, que ali passam em alta velocidade, com o abismo a seus pés – houve mesmo, numa edição, uma petição para que a classificativa não fosse disputada ou, pelo menos, uma parte (os primeiros cinco quilómetros, na primeira cumeeira) julgada, pelos mais sensíveis, como “demasiado perigosa”… – e uma verdadeira mina de arte para os fotógrafos e para as câmaras das televisões.
PALMARÉS1965 Luís Toste Rego/Zeca Toste (FIAT 1500)1966 Luís C. Cordeiro/António Tavares (Ford Cortina GT)1967 Luís C. Cordeiro/António Tavares (Ford Cortina GT)1968 José Bernardino Lampreia/Silva Carvalho (Renault R8 Gordini)1969 Américo Nunes/Fernando Fonseca (Porsche 911 S)1970 Jorge Nascimento/Manuel Coentro (BMW 2002)1971 Raul Mendonça/Jorge Carreiro (BMW 2002)1972 antónio Borges/Pedro Garcia (Porsche 911 S)1973 Giovanni Salvi/Luigi Valle (Porsche Carrera S)1974 – Cancelado1975 Manuel Inácio/Pina de Morais (Opel 1904 SR)1976 Giovanni Salvi/António Morais (Ford Escort RS 2000)1977 “Larama”/Horácio Franco (Ford Escort RS 1600)1978 “Larama”/Horácio Franco (Ford Escort RS 1600)1979 José Pedro Borges/Rui Bevilácqua (Opel Kadett GT/E)1980 Mário Silva/Pedro de Almeida (Ford Escort RS 1800)1981 Santinho Mendes/Filipe Lopes (Datsun 160J)1982 Joaquim Santos/Miguel Oliveira (Ford Escort RS 1800)1983 Joaquim Santos/Miguel Oliveira (Ford Escort RS 1800)1984 Joaquim Moutinho/Edgar Fortes (Renault 5 Turbo)1985 Joaquim Moutinho/Edgar Fortes (Renault 5 Turbo)1986 Jorge Ortigão/Pedro Pérez (Toyota Corolla GT)1987 Inverno Amaral/Joaquim Neto (Renault 11 Turbo)1988 Carlos Bica/Fernando Prata (Lancia Delta HF 4WD)1989 Carlos Bica/Fernando Prata (Lancia Delta HF 4WD)1990 Carlos Bica/Fernando Prata (Lancia Delta HF 4WD)1991 Carlos Bica/Fernando Prata (Lancia Delta Integrale)1992 Yves Loubet/Didier Breton (Toyota Celica GT-Four)1993 José Miguel/António Manuel (Ford Sierra Cosworth 4×4)1994 Fernando Peres/Ricardo Caldeira (Ford Escort Cosworth)1995 José Miguel/Carlos Magalhães (Ford Escort Cosworth)1996 Fernando Pares/Ricardo Caldeira (Ford Escort Cosworth)1997 Bruno Thiry/Stéphane Prevot (Ford Escort Cosworth)1998Fernando Peres/Ricardo Caldeira (Ford Escort WRC)1999 Grégoire de Mévius/Jean-Marc Fortin (Subaru Impreza)2000 Markko Martin/Michael Park (Subaru Impreza WRC)2001 Juha Kankkunen/Juha Repo (Subaru Impreza WRC)2002 Rui Madeira/Fernando Prata (Ford Focus WRC)2003 Fernando Peres/José Pedro Silva (Ford Escort Cosworth)2004 Fernando Peres/José Pedro Silva (Mitsubishi Lancer Evo VII)2005 Fernando Peres/José Pedro Silva (Mitsubishi Lancer Evo VIII MR)2006 Armindo Araújo/Miguel Ramalho (Mitsubishi Lancer Evo IX)2007 Fernando Peres/José Pedro Silva (Mitsubishi Lancer Evo IX)2008 Bruno Magalhães/Carlos Magalhães (Peugeot 207 S2000)2009 Kris Meeke/Paul Nagle (Peugeot 207 S2000)2010 Bruno Magalhães/Carlos Magalhães (Peugeot 207 S2000)2011 Juho Hänninen/Mikko Markkula (Skoda Fabia S2000)2012 Andreas Mikkelsen/Ola Floene (Skoda Fabia S2000)2013 Jan Kopecky/Pavel Dresler (Skoda Fabia S2000)2014 Bernardo Sousa/Hugo Magalhães (Ford Fiesta RRC)2015 Craig Breen/Martin Scott (Peugeot 208 T16)2016 Ricardo Moura/António Costa (Ford Fiesta R5)2017 Bruno Magalhães/Hugo Magalhães (Škoda Fabia R5)2018 Alexey Lukyanuk/Alexey Arnautov (Ford Fiesta R5)2019 Łukasz Habaj/Daniel Dymurski (Škoda Fabia R5)2020 Cancelado Covid 192021 Andreas Mikkelsen/E. Edmondson (Škoda Fabia Rally2 evo)2022 Efrén Llarena/Sara Fernández (Škoda Fabia Rally2 evo)2023 Sébastien Loeb/Laurène Godey (Škoda Fabia RS Rally2)2024 Cancelado2025 Rúben Rodrigues/Jorge Carvalho (Toyota GR Yaris Rally2)2025 Rúben Rodrigues/Jorge Carvalho (Toyota GR Yaris Rally2)2026 Luís Rego Jr./José Janela (Škoda Fabia RS Rally2)
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