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Forbes Portugal acaba de lançar a lista das Mulheres Mais Poderosas nos Negócios 2026

Forbes Portugal acaba de lançar a lista das Mulheres Mais Poderosas nos Negócios 2026

A revista Forbes Portugal acaba de lançar a sua lista anual das mulheres Mais Poderosas nos Negócios, na qual distingue as portuguesas que mais se destacaram no panorama económico, quer nacional quer internacional. Tendo por base a sua carreira, influência e impacto, a revista apresenta este ano um ranking de 55 mulheres, organizado por 11 categorias, cada uma correspondente a um ou mais setores de atividade.
As portuguesas Mais Poderosas do mundo dos negócios gerem milhões de euros, lideram equipas de milhares de colaboradores e estão cada vez mais internacionais. Investiram nas suas carreiras e ascenderam, nos últimos anos, ao topo de algumas das maiores empresas nacionais e até multinacionais. Curiosamente, a grande maioria das mulheres presentes nesta lista são da mesma geração, estando muitas delas na casa dos 50 anos. São mulheres independentes e empreendedoras que perceberam desde cedo que o seu papel ativo na sociedade é essencial e transformador.
Um estudo recente, conduzido pela Randstad Research sobre o talento feminino em Portugal, revela que as mulheres portuguesas detêm uma das maiores percentagens de capital humano qualificado da Europa. Esta percentagem ascende a 59,1%, e fica apenas atrás da Estónia e da Letónia neste item. No entanto, ocupam apenas 15,7% dos cargos de CEO e de direção nas maiores empresas em Portugal. O estudo mostra ainda que a estrutura do emprego apresenta fronteiras de género muito nítidas, uma vez que o talento feminino apresenta uma concentração tradicional no setor da saúde e no apoio social, com um peso de 16,5%, e na educação, com 12,9%. Já os homens dominam setores de maior peso tecnológico e produtivo, como a indústria, com 21,2%, e a construção, com 12,6%. Ou seja, é certo que as barreiras e os estereótipos são ainda muitos e canalizam as mulheres para áreas distintas.
Segundo o mesmo estudo, no campo financeiro, a diferença salarial é ainda elevada: o diferencial de rendimento médio mensal líquido situa-se nos 17,3%, traduzindo-se numa disparidade de 205 euros entre a média masculina, que é de 1.388 euros, e a feminina, que se fica pelos 1.183 euros. Certo é que, apesar do muito que já foi feito, muito ainda está por fazer. A lista da Forbes Portugal pretende contribuir para enaltecer o poder do talento feminino e mostrar a qualidade do talento nacional, dando-o a conhecer ao mundo.
Entrevistada pela Forbes Portugal, a cientista e investigadora Maria Manuel Mota, uma das duas mulheres escolhidas para cada da edição, refere que as mulheres ainda sentem um peso invisível sobre o seu papel na sociedade, o que, por vezes não lhes permite candidatarem-se a certas posições. “Não posso ter, só porque sou mulher e lidero, group leaders mulheres. Tenho de ter uma sociedade que quer que isso aconteça, que elas sintam que devem candidatar-se. Tenho é de ter, obviamente, o cuidado de ter júris que sejam justos e que escolhem os melhores”, explica. Há ainda um papel muito ligado à mulher, o da responsabilidade em cuidar da família, que carrega culpa, uma culpa que não é inata, mas fruto da educação, fruto da sociedade, acrescenta.
Também Carla Rebelo, anterior responsável financeira de todo o grupo Adecco e agora CEO da Randstad Portugal, posição que acabou de assumir, refere que, no que diz respeito à liderança feminina, que “as mulheres deveriam estar muito mais nos planos de sucessão do que estão hoje. Não é só com quotas que chegamos lá, é dar a mesma a oportunidade a uma mulher e a um homem, terem condições de igualdade”. Acredita que não há superioridade de género, mas também é verdade que a mulher tem um perfil de resiliência, de resolução de problemas, que ainda não é muito utilizado. Carla Rebelo é também um das executivas destacadas na capa da Forbes Portugal.
 
A metodologias aplicada nas avaliações da lista da Forbes
Apesar de a grande maioria dos nomes do ranking de 2026 serem repetidos, a lista registou novas entradas e várias alterações de pontuação. Paula Amorim, colocada na categoria de Energia, continua a ser a mulher mais pontuada, com 88 pontos, seguida de Cláudia Azevedo, com 87 pontos. Em terceiro, empatadas, estão Mafalda Duarte, Maria Ramos e Ana Figueiredo, as três com 86 pontos, liderando, cada uma delas uma categoria diferente.
Para chegar a esta lista, a Forbes Portugal analisou, avaliou e pontuou mais de 150 nomes de executivas e empreendedoras. A metodologia aplicada atribuiu uma pontuação a cada nome, com o máximo de 20 pontos, tendo base em cinco critérios de avaliação. São eles a Fortuna, pessoal ou familiar; o Poder de Decisão – se é CEO, presidente do Conselho de Administração, administradora ou acionista; o Poder de Influência, ou seja a sua projeção fora da empresa, projetos em que se envolve, artigos que escreve e participação ativa nas redes sociais; a Dimensão do Negócio – se são grandes negócios internacionais, em que países estão presentes, qual a área geográfica de ação; e o Empreendedorismo – se apenas fez carreira numa área ou várias, ou se se envolveu na criação de empresas.
 
Conheça a seguir a primeira distinguida de cada uma das 11 categorias
 
Banca, Finanças e Investimentos
1.º Maria Ramos
86 pontos
Group Chair do Standard Chartered PLC
 
Distribuição, Moda e Retalho
1.º Cláudia Azevedo
87 pontos
Acionista e CEO da Sonae
 
Educação e Ciência
1.º Elvira Fortunato
68 pontos
Professora e Investigadora da Nova FCT
 
Energia
1.º Paula Amorim
88 pontos
Acionista e presidente do Conselho de Administração da Galp/Amorim Luxury
 
Entretenimento e Cultura
1.º Rosália Teixeira
75 pontos
Acionista e presidente do Conselho de Administração da Porto Editora
 
Indústria
1.º Isabel Furtado
77 pontos
Acionista e CEO da TMG Automotive
 
Responsabilidade Social e Sustentabilidade
1.º Mafalda Duarte
86 pontos
Diretora executiva do Fundo Verde para o Clima
 
Saúde
1.º Isabel Vaz
83 pontos
CEO do grupo Luz Saúde
 
Serviços
1.º Carla Rebelo
75 pontos
CEO da Randstad Portugal
 
Tecnologia e Telecomunicações
1.º Ana Figueiredo
86 pontos
CEO da MEO e chairman da Altice Dominicana 
 
Turismo, Hotelaria e Vinhos
1.º Luísa Amorim
72 pontos
Grupo Amorim, gestora de hotéis e produtora de vinhos

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