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“Quando é que me vou embora? Quando o Governo terminar ou quando o primeiro-ministro entender”, diz Luís Neves

“Quando é que me vou embora? Quando o Governo terminar ou quando o primeiro-ministro entender”, diz Luís Neves

No dia em que é discutida a moção de censura ao Governo, o ministro da Administração Interna, que tem estado no centro da contestação ao executivo, começou a ser ouvido pelas 10h15, para prestar esclarecimentos sobre as polémicas em que esteve envolvido. “Desde o primeiro dia temos procurado responder aos problemas imediatos sem perder de vista” necessidades da Administração Interna, diz o ministro Luís Neves.
Sobre as polémicas de que tem sido alvo, o governante afirma ter assumido “sem reservas” alguns dos erros que cometeu e garante estar disponível para o “escrutínio público, financeiro, judicial e jornalístico”. Em relação às várias auditorias a que está a ser sujeito, Luís Neves rejeita ainda qualquer intenção de enriquecimento ou de obtenção de “vantagem pessoal”, sublinhando que nenhuma das decisões tomadas teve como objetivo “lesar o Estado”.
Questionado pelo líder parlamentar do Chega, Pedro Pinto, sobre a sua permanência no Governo o ministro afirmou: “Quando é que me vou embora? Quando o Governo terminar ou quando o primeiro-ministro entender”. Pedro Pinto insistiu na falta de condições do ministro para continuar no cargo e pergunta-lhe se vai colocar o lugar à disposição. “Não, claro que não, não vou pôr o cargo à disposição”, respondeu o ministro.
Sobre o atrelado, Pedro Pinto pergunta também “se este podia estar onde estava porque é que no dia seguinte a ter saído a notícia, a PJ foi lá buscar o atrelado?” Ao que Luís Neves admite que “só soube disso pela comunicação social” mas apurou “a seguir que não foi recolhida informação interna que a galera e os produtos estavam lá legitimamente”. Já sobre a declaração de rendimentos Luís Neves fez “mea culpa”. Refere, sobre o assunto, “dois lapsos que foram corrigidos”. Um sobre o carro que devia ter declarado e outro sobre a empresa que “não tinha tido qualquer negócio nem com o Estado nem com ninguém porque até à data não tinha feito qualquer negócio”.
A audição regimental na Assembleia da República (AR) tem como objetivo fazer um balanço e prestar esclarecimentos aos deputados sobre as políticas do ministério, mas Luís Neves deverá ser confrontado com perguntas dos deputados sobre as polémicas que têm surgido nos últimos quase dois meses.
[em atualização]

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