Polestar Formula 2030 antecipa os modelos 2 e 7
A Polestar antecipou a apresentação do Formula 2030, estudo com que promete desvendar a próxima evolução da linguagem de desenho da marca sueca de automóveis elétricos propriedade do consórcio chinês Geely e revela elementos que serão adotados nos futuros Polestar 2 e Polestar 7. Atualmente, o fabricante procura acelerar o crescimento e, sobretudo, alcançar a rentabilidade.
O Formula 2030 não é apenas mais um exercício de estilo da Polestar. O novo estudo funciona como uma declaração de intenções para a próxima fase da marca, antecipando soluções para os próximos modelos de produção em série e integrando uma estratégia comercial destinada a melhorar os resultados operacionais da empresa, que continuam muito aquém do ambicionado. Foi anunciado no The Cube, nome da sede da Polestar em Gotemburgo, Suédia, durante um evento reservado a investidores, retalhistas e um grupo selecionado de clientes. A estreia mundial pública acontecerá ainda este ano, integrada no primeiro contacto dinâmico com o 4 SUV.
O Formula 2030 é o primeiro exercício importante da equipa de desenho liderada por Philipp Römers e antecipa elementos que serão utilizados na próxima geração do Polestar 2 e no Polestar 7 – o primeiro tem lançamento previsto para o próximo ano e o segundo, com arquitetura de Sport Utility Vehicle (SUV) compacto, ficará disponível em 2028.
A intenção não passa, contudo, por romper com a identidade criada pela Polestar. Pelo contrário, Römers define o Formula 2030 como uma evolução, e não uma revolução, da linguagem escandinava da marca. Elementos característicos, como os faróis Dual Blade, permanecem, mas são reinterpretados num novo contexto que abrange tanto o exterior como o habitáculo, os materiais e a sustentabilidade. A Polestar pretende manter uma identidade facilmente reconhecível na nova geração de produtos.
Novo Polestar 2 já em 2027
A importância do Formula 2030 aumenta quando se considera a dimensão da ofensiva de produto que a Polestar está a executar. A marca anunciou quatro novos automóveis num período de três anos, começando em 2026 com o 5 e o 4 SUV.
O próximo passo do programa será ainda mais importante. Em 2027, sucessor do Polestar 2, o automóvel que lançou o fabricante de automóveis elétricos e do qual já foram comercializadas mais de 190.000 unidades. Não será uma atualização profunda do carro atual, mas uma geração 100% nova.
Depois chegará o 7, carro que competir na faixa “premium” de categoria que representou, aproximadamente, um terço das vendas de automóveis 100% elétricos na Europa em 2025. Outra particularidade deste modelo: produção na Europa.
Crescer e passar a ganhar dinheiro
É a componente financeira que mais ajuda a explicar a importância da estratégia Formula 2030. A Polestar continua a aumentar a gama e a rede comercial, mas ainda não conseguiu transformar esse crescimento numa operação rentável.
No primeiro semestre deste ano, a marca vendeu 30.423 automóveis, crescendo só 0,4% na comparação com o período homólogo do ano passado, apesar de registar um aumento de 39% no número de concessionários. A faturação diminuiu 4,4%, para 1360 milhões de dólares, e a empresa registou um prejuízo operacional de 629 milhões de dólares e um prejuízo líquido de 842 milhões.
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