Luís Montenegro: “Muitos estão atrelados ao seu tanque de eleições e demissões”
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, deixou muitas críticas a quem critica privilegia as críticas ao Governo e referiu-se especificamente aos que “sonham com eleições e demissões”, numa resposta direta ao líder do Chega que questionou o chefe de Governo sobre qual o motivo pelo qual mantém Luís Neves.
“Enquanto muitos estão atrelados ao seu tanque de eleições, demissões, comissões, insinuações e chavões, nós estamos focados em encontrar soluções para a vida das pessoas, daqueles que querem e merecem uma vida melhor”, destacou.
Para Luís Montenegro, “enquanto alguns ressacam por eleições, nós cumprimos o programa do Governo tornamos Portugal mais atrativo e fiável para pessoas e empresas. Em dois anos e meio, não aumentámos um único imposto. Enquanto alguns sonham com demissões, Portugal tem o maior crescimento do emprego na Europa e executa 100% do PRR”.
E continuou: “Enquanto alguns pedem mais comissões, incentivámos o arrendamento e baixámos os impostos na construção. Enquanto alguns vivem de insinuações, reforçámos o combate à corrupção e o policiamento”.
PS “está capturado” por Luís Neves
André Ventura acusou o PS de estar capturado por Luís Neves e apelidou-o de xerife da República no arranque da moção de censura, que está a decorrer esta terça-feira no Parlamento. Deixou uma pergunta a Luís Montenegro: “Por que é que mantém o ministro?”; e um apelo a Luís Neves: “Vá-se embora”.
“O que nos trouxe aqui foi uma degradação sem precedentes das instituições democráticas”, começou por referir o líder do Chega, destacando que o ministro “se arvorou em xerife da República” e que “diz que intimidará tudo e todos e que disse na audição desta manhã disse “vão levar comigo””.
“Chegámos aqui pela arte da intimidação mas encontraram um bloco que não irá permitir isso. Houve uma captura dos interesses dos partidos por Luís Neves, nomeadamente do Partido Socialista. O PS está capturado por Luís Neves e isso é muito negativo”.
O líder do Chega questionou ainda porque é que Luís Neves foi afastado da Operação Influencer e deixou outra pergunta: “Porque está o PS em silêncio? Porque tantas diferenças de exigência face ao ministro da Educação, por exemplo?”. E dirigiu-se a José Luís Carneiro: “Só não pede a demissão de Luís Neves se estiver tão agarrado ao ministro quanto o primeiro-ministro.
A Assembleia da República debate e vota esta terça-feira a moção de censura do Chega ao Governo, centrada na manutenção do ministro da Administração Interna, Luís Neves, no executivo, e que tem chumbo garantido.
A moção intitula-se “Pelo fim de um Governo sem autoridade política, incapaz de assumir responsabilidades e de garantir confiança nas instituições” e é a primeira ao XXV Governo Constitucional.
Esta será a primeira vez que a Assembleia da República discute uma moção de censura fora do período efetivo de funcionamento e ainda na primeira sessão legislativa da XVII legislatura.
A moção de censura do Chega vai ser a primeira ao XXV Governo Constitucional, a terceira a executivos PSD/CDS-PP liderados por Luís Montenegro e a 37.ª em democracia.
Esta será a quarta vez que o partido liderado por André Ventura recorre a este instrumento: duas vezes na XV legislatura contra o último Governo do PS liderado por António Costa e, com a discutida hoje, duas a executivos da AD.
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