F1: Fred Vasseur diz que falta potência ao motor Ferrari
A Ferrari passou pela maior desilusão da temporada em Monza, perante o seu público. A Scuderia ficou longe do triunfo em casa, numa temporada onde até já venceu e tem mostrado potencial para chegar aos primeiros lugares. Mas o incidente entre Lewis Hamilton e Charles Leclerc na curva 2 e as suas consequências vieram apenas dificultar ainda mais a vida da equipa italiana.
Para Fred Vasseur o problema esteve essencialmente do lado mais técnico. O francês reconheceu que a mais recente evolução da unidade motriz da Ferrari continua sem fornecer a potência máxima necessária para a Scuderia enfrentar a Mercedes em igualdade de circunstâncias. A admissão surgiu após a Ferrari utilizar a segunda das duas atualizações ADUO permitidas na Fórmula 1.
Vasseur considerou que a principal limitação não está na forma como a Ferrari utiliza a energia disponível, mas sim na falta de potência absoluta da unidade motriz. “Não quero dar detalhes, mas, quando se tem falta de potência pura, começa-se a jogar com a utilização da energia para tentar compensar numa reta.”
O responsável francês explicou que uma utilização superior de energia numa zona obriga a uma redução noutro ponto do circuito, criando uma situação desfavorável quando os carros estão em luta direta. A limitação de potência tornou-se particularmente penalizadora em Monza, devido às retas longas e às zonas de travagem intensa. Vasseur sustentou que uma diferença de desempenho que, em Zandvoort, poderia valer duas ou três décimas, se traduz numa distância duas vezes maior para a Mercedes em Monza, mesmo quando a perda de desempenho é ligeiramente inferior.
Vasseur frisou que a Ferrari não esperava eliminar a diferença para a Mercedes através da primeira ou da segunda atualização ADUO. O processo de evolução do motor é, segundo explicou, longo, devido ao prazo de produção das peças e às limitações impostas pelo teto orçamental, além da necessidade de fabricar motores para a época e, em paralelo, produzir um novo lote para desenvolver componentes.
“Não esperávamos recuperar com a ADUO 1 ou a ADUO 2. Estamos a dar pequenos passos, mas é preciso ter em mente que, se se dá um pequeno passo no motor, mesmo que sejam apenas alguns cavalos, é um bom passo na grelha”, afirmou Vasseur.
O dirigente revelou ainda que a Ferrari terá um novo motor no ano seguinte. O objetivo é recuperar terreno perante a Mercedes o mais depressa possível, mas Vasseur reiterou que não esperava anular a diferença em apenas dois meses.
Foto: Philippe Nanchino /MPSA
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