GP de Espanha: Informações, estatísticas e horários
A F1 não para e de Monza, segue diretamente para a capital espanhola, para uma das estreias mais aguardadas do ano, com a mudança do GP de Espanha de Barcelona para Madrid. O Madring estreia-se no calendário de Fórmula 1 no próximo fim de semana, recebendo o primeiro Grande Prémio disputado neste circuito construído na capital espanhola. Com 5,416 km e 22 curvas, o traçado combina uma secção urbana entre os edifícios da zona de exposições com outra permanente.
Estatística
A Fórmula 1 já correu na região de Madrid, com o circuito de Jarama, situado a 30 quilómetros da capital, a receber nove edições do Grande Prémio de Espanha entre 1968 e 1981. Mario Andretti é o piloto com mais vitórias naquele circuito, com duas, enquanto a Lotus lidera entre os construtores com quatro triunfos. No conjunto das 55 edições do Grande Prémio de Espanha, realizadas em cinco circuitos diferentes, Michael Schumacher e Lewis Hamilton são os pilotos mais vitoriosos, com seis triunfos cada um. A Ferrari lidera a lista de construtores, com 12 vitórias.
Sem testes prévios no Madring antes do fim de semana de corrida, as equipas terão de aguardar pela primeira sessão de treinos livres para definir o programa dos dias seguintes e a estratégia de utilização dos pneus para o Grande Prémio. Caso a degradação dos compostos mais macios seja significativa, poderão optar por preservar jogos de pneus duros para a corrida de domingo.
Os pneus
A Pirelli selecionou os compostos C2, C3 e C4 para o evento, respetivamente como duros, médios e macios, num circuito apontado como um dos cinco mais exigentes da temporada em termos de energia aplicada nos pneus. O Madring inclui a curva “Monumental”, com 550 metros de extensão e 24% de inclinação. Esta curva, identificada como a Curva 12, deverá gerar a maior carga vertical da temporada, devido simultaneamente à inclinação e ao seu comprimento.
A distância entre a linha de partida e a Curva 1 é de apenas 200 metros. O primeiro setor é muito rápido, seguindo-se uma zona intermédia com várias curvas de velocidade média e baixa, incluindo a Curva 12 inclinada. A parte final da volta apresenta também várias curvas de 90 graus, semelhantes às que os pilotos encontram em Baku.
A preparação da Pirelli para a estreia do circuito começou há três anos, quando os projetistas forneceram as primeiras informações sobre o traçado final. Através de ferramentas de simulação, foram definidas as trajetórias previstas dos monolugares e calculadas as cargas a que os pneus seriam submetidos.
This is the MADRING 🤩👀
Let’s take a virtual lap of the all-new circuit, with its 22 corners and incredible banked centrepiece of La Monumental 💨#F1 #SpanishGP pic.twitter.com/eFh3VnBE70
— Formula 1 (@F1) September 8, 2026
A exigência da preparação
Depois de concluído o circuito, engenheiros da Pirelli deslocaram-se ao local para medir a macro e a microrrugosidade do asfalto. Esses dados permitiram aperfeiçoar as simulações e elaborar um documento técnico, posteriormente partilhado com as equipas para apoiar a preparação para a nova prova.
Do ponto de vista energético, Madrid figura entre os cinco circuitos mais exigentes do calendário, com forças laterais de intensidade comparável às registadas em Barcelona e Silverstone. O traçado deverá também apresentar uma exigência relevante ao nível da aderência, com os pilotos a poderem adotar abordagens distintas na “Monumental”, em função da importância atribuída à possibilidade de atacar na curva seguinte.
O asfalto é muito liso e disponibiliza, por isso, um nível de aderência relativamente baixo. Para remover poeiras e resíduos oleosos normalmente associados a superfícies recentemente colocadas, foi tratado com jatos de água de alta pressão, procedimento já utilizado noutros circuitos, incluindo Singapura.
O circuito apresenta ainda variações de altitude. O ponto mais alto situa-se na Curva 7, a aproximadamente 700 metros acima do nível do mar. A subida inicia-se na Curva 6, tem uma inclinação de 8% e representa um ganho de 10 metros de altitude. O ponto mais baixo está na Curva 2, existindo uma diferença de 26 metros relativamente à Curva 7.
Em termos de temperatura, no mesmo período do ano passado os valores máximos do ar chegaram aos 29 °C. Considerando a altitude a que se situa o circuito, não são esperadas condições particularmente quentes.
O Horário
Sexta-Feira
TL1 – 12:30
TL2 – 16:00
Sábado
TL3 – 11:30
Qualificação – 15:00
Domingo
Corrida – 14:00
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