UNESCO inaugura em Paris exposição sobre contributos africanos para História da Humanidade
A UNESCO inaugura hoje, em Paris, uma exposição sobre os contributos de África e das suas diásporas para a História da Humanidade, inspirada no seu projeto científico “História Geral da África” e concebida no âmbito da Bienal de Luanda.
A iniciativa irá destacar também “o papel do conhecimento e da memória na construção de uma Cultura de Paz em África”, inspirada no projeto da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) “História Geral da África da Organização”, referiu a organização.
Através de documentos de arquivo, fotografias, mapas, publicações, iconografia e recursos audiovisuais, os visitantes poderão explorar temas como: Timbuctu e as suas tradições científicas, as civilizações de Axum e do Grande Zimbabué, a Revolução Haitiana, os movimentos pan-africanos, os movimentos de independência africanos e a luta contra o ‘apartheid’.
A exposição “Patrimónios e Contribuições de África para o Progresso da Humanidade” sublinha igualmente “como uma compreensão mais profunda da História ajuda a construir e a promover uma cultura de paz e não-violência”, segundo a agência da ONU.
Além disso, a exposição é, segundo a UNESCO, “um marco importante no caminho para a 4.ª edição da Bienal de Luanda – Fórum Panafricano para a Cultura de Paz e Não-Violência, que terá lugar em Angola, a 22 e 23 de outubro. A própria exposição foi concebida no âmbito dessa dinâmica mais ampla”, acrescentou.
O Fórum Panafricano para a Cultura da Paz e Não-Violência – Bienal de Luanda é uma iniciativa conjunta de Angola, da UNESCO e da União Africana (UA), segundo explica a entidade no seu ‘site’.
Em 1964, à medida que as nações africanas conquistavam sua independência, a UNESCO reuniu especialistas africanos e internacionais para lançar a História Geral de África, uma iniciativa, que classifica de visionária, para reconfigurar a História do continente a partir de uma perspetiva africana, explicou a agência no seu ‘site’.
A exposição inaugurada hoje estará presente na sede da UNESCO, em Paris, até 22 de setembro.
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