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Google, Anthropic e OpenAI reúnem-se para discutir criação de regulador da IA

Google, Anthropic e OpenAI reúnem-se para discutir criação de regulador da IA

A OpenAI, que possui o ChatGPT, tem estado a se reunir com empresas como a Google (detido pela Alphabet) e a Anthropic, que possui o Claude, para discutir como podem trabalhar em conjunto para abordar as preocupações de segurança relativamente à inteligência artificial (IA), avançou na terça-feira 15 de setembro um porta-voz à CNBC, abrindo o caminho a criação de uma entidade reguladora da tecnologia.
De acordo com o mesmo porta-voz estas discussões iniciaram-se na sequência de declarações do presidente da Google DeepMind, Demis Hassabis, em julho, que defendia a criação de um “Órgão de Normalização” liderado pelos Estados Unidos. Demis Hassabis clarificou que este organismo poderia ser criado através de uma parceria público-privada ou de uma organização de autorregulação com supervisão federal.
Mais recentemente, em setembro, o CEO da Anthropic, Dario Amodei, sugeriu que se reduzisse o nível de desenvolvimento dos modelos mais avançados de IA. A sugestão gerou elogios e críticas da indústria. Entre o campo de apoiantes sugiram o CEO da Tesla e da SpaceX, Elon Musk e o CEO da OpenAI, Sam Altman, e também o líder da Google DeepMind. Contudo a ideia de Dario Amodei foi rejeitada pelo CEO da Meta, Mark Zuckerberg, pelo CEO da Nvidia, Jensen Huang, e também pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
No caso de Jensen Huang, que lidera a cotada mais valiosa do mundo, referiu que cabe aqueles que desenvolvem os modelos de IA agir de forma responsável. “Corram o mais rápido que puderem. Mas se, em algum momento, sentirem que a empresa está fora de controlo ou que o produto não será seguro, parem e certifiquem-se de que fazem tudo bem”, referiu, em declarações transcritas pela CNBC.
Refira-se que em setembro um engenheiro demitiu-se da Anthropic e acusou a empresa e a OpenAI de agirem de forma irresponsável com a IA. Jacob Coxon, na rede social X (antigo Twitter), disse que estas empresas “estão a brincar com as nossas vidas” e disse que as pessoas que desenvolvem a IA “acreditam que esta pode matar-nos a todos até ao final da década”.
Jacob Coxon disse ainda que a Anthropic e a OpenAI estão a “correr diretamente em direção a uma superinteligência capaz de se autoaperfeiçoar”.

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