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Portugal entre os dez países da UE com inflação mais elevada

Portugal entre os dez países da UE com inflação mais elevada

A inflação homóloga na zona euro acelerou para 3,2% em agosto, depois de ter ficado em 2,9% em julho e 2,0% no mesmo mês do ano passado, segundo os dados definitivos divulgados pelo Eurostat. Em termos mensais, os preços aumentaram 0,4%.
A subida coloca novamente a inflação acima do nível registado no mês anterior, mas esconde comportamentos muito diferentes entre as várias componentes do índice. A energia foi o elemento que mais acelerou, com os preços a aumentarem 14,3% em termos homólogos, contra 10,3% em julho e uma queda de 2% um ano antes.
Apesar da forte subida da energia, foram os serviços que deram a maior contribuição para a inflação da zona euro em agosto, com 1,43 pontos percentuais. A energia contribuiu com 1,29 pontos, os bens industriais não energéticos com 0,30 pontos e a alimentação, álcool e tabaco com 0,22 pontos, de acordo com o Eurostat.
A evolução dos preços mostra, por isso, uma diferença importante entre a taxa global e a inflação subjacente às componentes mais voláteis. Excluindo a energia, a inflação anual ficou em 2,1% em agosto, abaixo dos 3,2% registados para o conjunto dos bens e serviços.
Nos serviços, a inflação abrandou de 3,3% em julho para 3,0% em agosto. Já os bens industriais não energéticos aceleraram de 0,9% para 1,2%. Na alimentação, álcool e tabaco, a taxa anual recuou ligeiramente, de 1,2% para 1,1%.
Dentro da alimentação, os produtos não transformados registaram uma inflação de 2,7%, acima dos 2,4% de julho. Em sentido contrário, os preços dos produtos transformados, álcool e tabaco abrandaram para 0,5%, contra 0,7% no mês anterior.
O valor definitivo de agosto ficou ligeiramente abaixo da primeira estimativa do Eurostat. A estimativa rápida, divulgada a 1 de setembro, apontava para uma inflação de 3,3%, valor que foi posteriormente revisto para 3,2%.
A aceleração foi acompanhada por uma subida dos preços na maioria dos Estados-membros. Face a julho, a inflação anual diminuiu em seis países, manteve-se estável num e aumentou em 20.
As diferenças entre economias são, contudo, expressivas. A Suécia apresentou a inflação mais baixa da União Europeia, com 0,3%, seguida da Estónia, com 1,3%, e da Chéquia, com 1,5%. No extremo oposto, a Roménia registou uma taxa de 6,3%, a Lituânia de 5,6% e Chipre de 5,2%.
Entre as maiores economias europeias, Espanha apresentou uma inflação de 4,6%, enquanto Itália ficou nos 3,2%, Alemanha nos 2,9% e França nos 2,6%.
Portugal com a nona inflação mais elevada da União Europeia
Portugal registou em agosto uma inflação homóloga de 3,6%, acima dos 3,1% de julho e dos 2,5% registados um ano antes. A taxa portuguesa ficou assim 0,4 pontos percentuais acima da média da zona euro.
A subida coloca Portugal no nono lugar entre os 27 Estados-membros da União Europeia com a inflação mais elevada, atrás da Roménia (6,3%), Lituânia (5,6%), Chipre (5,2%), Bulgária (5,0%), Espanha (4,6%), Bélgica (4,2%), Luxemburgo (4,0%) e Grécia (3,7%).
Portugal ficou, assim, entre os dez países da União Europeia onde os preços mais aumentaram em agosto, embora com uma diferença considerável face às economias que registaram as taxas mais elevadas.
A posição portuguesa também se destaca na comparação com algumas das maiores economias da zona euro. A inflação em Espanha chegou aos 4,6%, mas ficou em 2,9% na Alemanha, 2,6% em França e 3,2% em Itália.
A trajetória portuguesa tem sido de aceleração face ao início da primavera. A inflação passou de 2,7% em março para 3,3% em abril, recuando depois para 3,1% em maio. Manteve-se nos 3,1% em junho e julho, antes de subir novamente para 3,6% em agosto.
Na União Europeia, a inflação anual também acelerou, passando de 3,0% em julho para 3,2% em agosto. Um ano antes, a taxa era de 2,4%.
A evolução de agosto deixa assim duas tendências distintas: por um lado, uma inflação europeia que volta a acelerar, sobretudo devido à energia; por outro, uma pressão dos preços que permanece muito desigual entre países. Portugal surge acima da média europeia e no grupo dos dez Estados-membros com maior inflação.

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