Putin usa voto eletrónico na segurança do gabinete
O Presidente russo, Vladimir Putin, votou hoje eletronicamente a partir do gabinete em Moscovo nas eleições legislativas em curso até domingo na Rússia, anunciou o Kremlin (presidência).
Num curto vídeo, o Kremlin mostrou Putin em frente a um computador no gabinete a exercer o direito de voto.
O líder russo rejeita o uso de internet e telemóvel por motivos de segurança informática.
Vladimir Putin já tinha votado à distância em 2021, nas legislativas, em 2022, para eleger os deputados de Moscovo, em 2023, durante as eleições para a autarquia de Moscovo e nas presenciais de 2024.
Além de Putin, também votaram eletronicamente no primeiro dia das legislativas o primeiro-ministro, Mikhail Mishustin, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Serguei Lavrov, e o presidente da câmara de Moscovo, Sergei Sobyanin.
“Votei pelo futuro da Rússia”, escreveu Sobyanin nas redes sociais, citado pela agência espanhola EFE.
“Segundo dados preliminares, mais de 1,8 milhões de moscovitas já emitiram o voto em apenas sete horas. A grande maioria votou de forma confortável e segura pela internet, como é habitual em Moscovo”, acrescentou.
Putin apelou durante a semana aos russos para que votassem sem falta nas legislativas para contribuir para a vitória na guerra na Ucrânia, ponto em que coincidem 10 dos 11 partidos que concorrem às eleições.
Cerca de 20% dos eleitores russos já exerceram o direito de voto, incluindo metade dos que estavam inscritos para o fazer por via eletrónica.
As assembleias de voto abriram em Moscovo às 8 horas (6 horas em Portugal continental), nove horas depois de a votação se ter iniciado no distrito de Chukotka e na península de Kamchatka, as duas regiões mais orientais do país.
Mais de 111 milhões de russos em 89 regiões são chamados às urnas até domingo para eleger os 450 deputados da Duma Estatal (câmara baixa do parlamento) em mais de 90 mil assembleias de voto.
Poderão também votar os russos residentes em 152 países, onde o Ministério dos Negócios Estrangeiros habilitou 333 assembleias de voto, muitas delas em missões diplomáticas.
O partido do Kremlin, o Rússia Unida, vai tentar revalidar a maioria constitucional que alcançou em 2016, para o que lhe convém uma baixa participação entre os apoiantes da paz.
Segundo as sondagens oficiais, conta com uma intenção de voto entre 33% e 37%, embora as empresas independentes lhe atribuam apenas 25%.
Espera-se que outros três ou quatro partidos entrem no parlamento, liderados pelos comunistas, que criticaram o voto eletrónico por o considerarem uma ferramenta de manipulação.
O único partido que se opõe à guerra, o Yabloko, não consta do boletim de voto por ter sido excluído pelo Supremo Tribunal. Cerca de uma centena dos candidatos do Yabloko ainda mantém hipóteses de eleição em círculos uninominais.
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