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F1: Mercedes não encontra solução para George Russell, mas já renovou contrato com o britânico

F1: Mercedes não encontra solução para George Russell, mas já renovou contrato com o britânico

Toto Wolff admite que a Mercedes ainda não compreende totalmente a razão pela qual George Russell tem estado afastado do ritmo de Kimi Antonelli em 2026. O chefe da equipa acredita que a velocidade existe, mas considera necessário analisar a interação entre piloto, carro e fatores psicológicos para “desbloquear” o potencial do britânico. Wolff confirmou também que o futuro de Russell na Mercedes está assegurado: o piloto já assinou uma extensão contratual, embora a equipa ainda não tenha feito um anúncio formal.
Russell começou a época com uma vitória no Grande Prémio da Austrália, mas obteve apenas mais um triunfo desde então. Antonelli, por contraste, já venceu oito corridas e chega à fase final da temporada com 81 pontos de vantagem sobre o companheiro de equipa no campeonato.
No Grande Prémio de Espanha, em Madrid, Russell terminou em quinto, perto de Charles Leclerc, mas quase 30 segundos atrás de Antonelli, vencedor da corrida. Wolff apontou o ritmo demonstrado pelo britânico na fase final como prova de que o problema não é uma ausência total de velocidade.
“Foi possível ver o ritmo que ele tinha no fim, quando estava a aproximar-se do Leclerc, quando era o mais rápido em pista” disse, citado pelo racingnews365.com. Depois da troca de pneus, o ritmo estava lá. Simplesmente não sei onde ele está. Temos de analisar, porque claramente está nele, está no carro, e temos de o desbloquear.”
Wolff considera que a Mercedes tem de perceber que combinação de fatores permitirá a Russell recuperar o nível de rendimento que acredita estar ao seu alcance. O austríaco incluiu a componente psicológica nessa análise.
“Temos de descobrir o que é necessário para que ele possa libertar esse potencial e, claro, há também a componente psicológica. Quando tens uma sequência como a dele este ano, estás a levar uma tareia, mas os grandes recuperam, e acho que o George tem tudo o que precisa para lutar por campeonatos.”
Wolff considera que gerir dois pilotos com experiências competitivas diferentes dentro da mesma garagem é uma realidade normal na Fórmula 1.
“Há cerca de 15 anos que tenho uma parte da garagem feliz e a outra não. Faz parte do desporto, faz parte do trabalho. A única coisa que posso tentar fazer é ser transparente e honesto. Falamos sobre todos os cenários e damos o maior apoio possível aos dois pilotos, aconteça o que acontecer. Por vezes, trata-se de colocar um braço à volta de um piloto; outras vezes, de colocar um pouco mais de pressão. É isso que tenho de fazer.”
Quanto ao vínculo contratual, Wolff esclareceu que a renovação de Russell já está concluída.
“Isso já aconteceu. Apenas não emitimos um grande comunicado. Não há realmente mais nada a acrescentar” disse à publicação austríaca oe24.
O conteúdo do contrato — nomeadamente duração, valores e cláusulas — não foi divulgado. A ausência de uma comunicação formal alimentou especulações sobre o lugar de Russell, incluindo rumores anteriores que ligavam Max Verstappen à Mercedes. Contudo, com a continuidade de Verstappen na Red Bull assegurada para 2026, essa hipótese perdeu força.
Foto: Philippe Nanchino / MPSA
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