A nova era do WRC e as projeções de expansão com o regulamento de 2027
O Campeonato do Mundo de Ralis prepara-se para uma nova era em 2027, com a introdução do regulamento WRC27. Este quadro técnico, concebido para vigorar durante uma década, tem motivado debates e projeções otimistas quanto à adesão de novos fabricantes. Lionel Hansen, diretor técnico do Project Rally One, revelou em entrevista ao jornal L’Équipe que construtores como Ford, Stellantis, Škoda, Prodrive e Oreca poderão integrar a competição. Prevê-se a presença de cinco a seis fabricantes e um a dois construtores independentes num prazo de dois anos. Contudo, as perspetivas não ficam por aqui.
Atualmente, o compromisso formal das marcas permanece indefinido. Toyota, Hyundai e Ford (representada pela M-Sport) ocupam o panorama principal, enquanto marcas do grupo Stellantis, como a Lancia, competem na categoria WRC2. No entanto, em declarações recolhidas num podcast espanhol, Roberto Mendez (RMC Sport) garantiu que a sua presença nas reuniões da FIA lhe permite perceber um interesse generalizado e ativo por parte de várias marcas, embora se saiba que isso não garante a sua entrada no WRC. Existem, contudo, indícios promissores.
Segundo Mendez, a Škoda foi um dos fabricantes que apresentou mais pedidos na última reunião. Marcas como a Ford, a Subaru e a Volkswagen (esta última, com menor probabilidade face aos desenvolvimentos atuais de algumas marcas do grupo) estão igualmente envolvidas no processo, contrariando o cenário de escassez apontado por algumas críticas. Embora a Škoda pertença ao Grupo VW, o sucesso da marca checa nos ralis é notório, não havendo razões para o seu término.
Mendez expressa muitas dúvidas quanto à continuidade da Hyundai devido à falta de clareza institucional. Ele interpreta o WRC 2027 como uma situação semelhante à do Campeonato do Mundo de Resistência (WEC) de 2020, quando a Toyota competia ‘isoladamente’ (únicos com sistema híbrido).Basta observar a evolução do campeonato, seis anos depois, em termos de participantes e marcas.Mendez mostra-se convicto de que os lugares no topo do WRC vão aumentar significativamente nos próximos anos. A FIA estabeleceu um limite de até 20 construtores e a obrigatoriedade de dois carros por marca, tornando altamente provável que o leque de pilotos e marcas a lutar pela liderança possa expandir-se nos próximos anos, embora não necessariamente já em 2027.
Com os atuais carros da categoria Rally2 a terem o seu desenvolvimento limitado após 1 de janeiro de 2027 e a deixarem de competir em 2030, a transição para os novos regulamentos dita o rumo futuro da classe principal do Mundial de Ralis. Esta é uma fase em que as marcas avaliam os seus próximos passos face aos novos limites de custos e aos enquadramentos contratuais de longo prazo.
Em suma, o regulamento WRC27 é encarado como uma oportunidade de renovação e expansão do WRC. No entanto, existe uma distância considerável entre o interesse gerado, a participação em reuniões da FIA e a existência de compromissos formais ou programas desportivos confirmados por parte das marcas. Estima-se a possibilidade de reunir entre cinco a seis fabricantes e um a dois construtores independentes nos primeiros anos do novo ciclo. Entre os nomes mencionados, destacam-se a Toyota e, num outro patamar, a Ford/M-Sport, inicialmente em 2027. Mais tarde, poderiam juntar-se marcas como a Stellantis, Škoda, Prodrive e Oreca, e eventualmente a Hyundai em 2029.
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