GP Azerbaijão F1, TL1: George Russell na frente, mas há equilíbrio entre Mercedes, Red Bull e Ferrari
George Russell (Mercedes) terminou a primeira sessão de treinos livres do Grande Prémio do Azerbaijão no topo da classificação, com 1m45,387s, num primeiro treino livre marcado por vários problemas mecânicos e incidentes em pista. Max Verstappen (Red Bull) foi segundo e ficou a 0,400s, Charles Leclerc (Ferrari) a 0,404s e Lewis Hamilton (Ferrari) a 0,437s, enquanto Kimi Antonelli (Mercedes), apesar de ter sido o mais rápido numa fase inicial, perdeu tempo de pista devido a uma falha hidráulica no seu monolugar.
A Mercedes começou a sessão em evidência, com Antonelli a assumir inicialmente o comando com pneus duros, antes de Russell estabelecer a melhor marca com os macios. O britânico chegou ao topo depois de abortar uma primeira volta rápida na sequência de uma saída para a escapatória, mas conseguiu posteriormente registar 1m45,387s. Verstappen terminou em segundo, apesar de também ter cometido um erro ao bloquear as rodas dianteiras numa tentativa com pneus macios.
Leclerc colocou a Ferrari na terceira posição e Hamilton foi quarto, mas a equipa italiana não utilizou pneus macios nesta sessão. Antonelli manteve o quinto lugar com o tempo obtido nos pneus duros, enquanto Oscar Piastri colocou o McLaren na sexta posição, a 1,011s do líder. Liam Lawson (Racing Bulls) foi sétimo sem recorrer aos macios, à frente do estreante Arvid Lindblad (Racing Bulls), de Esteban Ocon (Haas) e de Gabriel Bortoleto (Audi)
O resultado de Antonelli acabou por ficar condicionado pela perda de pressão hidráulica que o obrigou a parar em pista. O Mercedes ficou imobilizado na zona da curva 7 e apresentou fumo na traseira, levando os comissários a utilizar um extintor. A interrupção provocou um período de Virtual Safety Car e retirou ao italiano uma parte significativa da sessão, apesar de ter conseguido manter-se entre os cinco primeiros.
A Williams também teve um TL1 condicionado. Carlos Sainz viu os travões traseiros incendiarem-se na via das boxes, obrigando a equipa a interromper o trabalho para inspecionar os travões, os canais de refrigeração e a suspensão traseira. O espanhol conseguiu regressar à pista e terminou em 12º, mas perdeu tempo de pista importante numa sessão em que a Williams apresentou um novo chassis mais leve e um conjunto significativo de atualizações.
A Red Bull teve problemas com os dois pilotos. Isack Hadjar queixou-se de dificuldades nos travões e chegou a ser instruído para regressar às boxes em segunda velocidade, acabando com o carro levantado nas boxes para intervenções mais profundas. Terminou em 20º, a 2,486s de Russell. Verstappen, pelo contrário, conseguiu completar a sessão e terminou em segundo, embora com margem para melhorar a sua volta.
A McLaren também teve uma sessão pouco linear. Piastri foi chamado às boxes para uma verificação do carro, depois de a equipa detetar algo que justificava uma inspeção, enquanto Norris permaneceu algum tempo parado na garagem. Piastri conseguiu regressar à pista e estabelecer o sexto melhor tempo, mas Norris acabou apenas em 14.º, a 1,594s do líder. A equipa apresentou um pacote de atualizações de dimensão significativa, incluindo alterações na zona dos sidepods, procurando melhorar o comportamento do carro nas curvas mais lentas.
As interrupções continuaram com Ocon a parar no final da via das boxes e, posteriormente, Lindblad a ficar imobilizado numa escapatória. Ambos conseguiram regressar à ação, mas Nico Hülkenberg acabou por parar definitivamente, obrigando os comissários a retirar o Audi da pista. O alemão terminou em 11º.
A sessão decorreu ainda com condições difíceis, devido à quantidade de poeira e às temperaturas elevadas do asfalto, com vários pilotos a reportarem dificuldades de travagem. A evolução dos tempos foi significativa à medida que a pista ganhou aderência. A utilização dos pneus também foi desigual, com algumas equipas a optarem por guardar os macios para as sessões seguintes, o que limita a leitura direta da hierarquia final.
O resultado deixa Russell como referência da primeira sessão, mas a proximidade entre Mercedes, Red Bull e Ferrari é difícil de avaliar apenas pela classificação, devido às diferentes escolhas de pneus. Leclerc e Hamilton ficaram entre os quatro primeiros sem utilizar os macios, enquanto Antonelli perdeu uma parte importante da sessão.Entre os restantes, Lawson e Ocon apresentaram resultados competitivos sem beneficiarem da mesma opção de pneus. A TL1 confirmou, sobretudo, uma sessão ainda pouco representativa, marcada por condições difíceis, programas de trabalho diferentes e vários problemas que limitaram o tempo de pista de alguns dos principais pilotos.
FOTO Mercedes AMG Petronas F1
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