Mau tempo: Seguros receberam 224.000 participações e 96% dos casos de particulares estão resolvidos
A Associação Portuguesa de Seguradores adiantou, esta quinta-feira, em Lisboa, que foram recebidas 224.000 participações devido ao mau tempo que atingiu o país no início do ano e que 96% dos sinistros relacionados com particulares estão regularizados.
“Recebemos 224.000 participações de sinistros à data de ontem [quarta-feira]”, afirmou o presidente da Associação Portuguesa de Seguradores, José Galamba de Oliveira, na Comissão Eventual para a Resiliência Nacional, Prevenção de Catástrofes Naturais e Acompanhamento do Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência (PTRR).
De acordo com a associação, 96% dos sinistros relacionados com particulares estão regularizados, o que Galamba de Oliveira classificou como uma “taxa de resolução bastante alta”, uma vez que passaram cerca de nove meses desde o comboio de tempestades que atingiu o país.
Destes, 73,5% tiveram direito a indemnização e 22% correspondem a casos recusados. Já os restantes 4% ainda estão em análise.
Conforme destacou, as seguradoras receberam, em 15 dias, o equivalente a seis meses de operação nos seguros multirriscos e, no mesmo período, começaram a ser efetuados os pagamentos aos segurados.
A Associação Portuguesa de Seguradoras disse que o setor “esteve à altura de uma operação desta dimensão”, mas pediu que deste processo sejam retiradas lições, lembrando que no que diz respeito aos preços dos materiais de construção se registaram algumas situações de especulação.
Para Galamba de Oliveira é ainda preciso uma maior literacia financeira do risco, uma vez que muitas pessoas tinham seguros, mas não estavam cientes das suas coberturas ou não tinham os capitais certos.
As seguradoras reconheceram, por outro lado, que têm de passar a ter uma outra capacidade de comunicação, de modo a dar aos lesados um ponto de situação do seu processo, com maior brevidade.
A terminar a sua intervenção final, o presidente da Associação Portuguesa de Seguradores pediu que avance rapidamente a criação de um centro de proteção de riscos catastróficos.
Em resposta aos deputados, vincou que embora o setor esteja habituado a gerir catástrofes, nunca tinha tido um problema desta dimensão.
Ainda assim, sublinhou que as seguradoras conseguiram dar uma resposta “satisfatória, não ótima ou ideal”.
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