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As tecnologias que vão marcar 2026 e desafiar as empresas portuguesas

As tecnologias que vão marcar 2026 e desafiar as empresas portuguesas

A aceleração da inteligência artificial (IA), os avanços em computação quântica e a crescente pressão para reforçar a cibersegurança estão a redesenhar prioridades, modelos operacionais e expectativas de competitividade. O que antes era visto como investimento opcional tornou-se agora essencial para garantir resiliência e crescimento num contexto global cada vez mais exigente.
Para a Indra Group, que este ano reforçou a sua presença em projetos estruturantes para a transformação digital nas áreas de mobilidade, defesa e administração pública, o ano de 2025 ficará marcado por um crescimento sustentado e pela consolidação da visão de que tecnologia e confiança digital são hoje inseparáveis. “Em 2025, reforçámos a nossa presença em projetos que moldam o futuro de Portugal. Para nós, tecnologia e confiança digital não são conceitos separados: são a base para uma sociedade mais segura, ética e inovadora. Só com confiança é possível acelerar a transformação digital e criar impacto real” afirma Vasco Mendes de Almeida, Diretor-Geral da Indra Group em Portugal e PALOP em entrevista ao Jornal Económico. “As empresas portuguesas estão a adotar IA e tecnologias avançadas a uma velocidade notável, mas esta mudança exige um nível de responsabilidade totalmente novo.”

IA em expansão com novos riscos para serem monitorizados
Embora a IA continue a ser a tecnologia que mais rapidamente transforma processos, setores e modelos de negócio, o ano de 2025 também expôs vulnerabilidades que não podem ser ignoradas. Um estudo recente desenvolvido pela Universidade de Coimbra, com apoio da Indra Group, revelou que mais de 80% dos modelos avançados de IA testados neste estudo continuam suscetíveis a manipulações sofisticadas, capazes de induzir respostas erradas ou gerar código inseguro. Para Vasco Mendes de Almeida, este alerta define uma das tendências críticas de 2026: “Entramos numa fase em que a IA será cada vez mais autónoma e integrada nos sistemas das empresas, o que significa que os riscos são mais complexos. A próxima fronteira da competitividade empresarial será a capacidade de equilibrar inovação com proteção. Acredito que é o que vai separar quem cresce de forma sustentável de quem fica pelo caminho.”
 Computação quântica e cloud híbrida serão as bases do próximo salto tecnológico
Em linha com o comportamento dos mercados internacionais, Portugal começa a posicionar-se de forma mais clara no ecossistema emergente das tecnologias quânticas. A colaboração entre universidades, centros de investigação e empresas tecnológicas está a acelerar a preparação de talento e de infraestruturas que estão a permitir ao país integrar iniciativas europeias de soberania tecnológica.
Vasco Mendes de Almeida, Diretor Geral da Indra Group em Portugal e Palop
Ao mesmo tempo, observa-se uma forte migração para ambientes de cloud privada e híbrida, uma tendência que ganhará ainda mais relevância em 2026. Segundo dados partilhados pelo Diretor-Geral da Indra Group, 42% das empresas nacionais planeiam transferir cargas críticas para clouds privadas nos próximos dois anos. “É um movimento natural” , explica Vasco Mendes de Almeida. “Os dados são cada vez mais ativos mais valiosos nas empresas, crescendo assim a necessidade de controlo, previsibilidade e resiliência. A cloud híbrida deixa de ser uma escolha tecnológica e torna-se numa decisão estratégica.”
Sustentabilidade e confiança no digital vão consolidar-se em 2026
Outra tendência que marcou 2025 e continuará a consolidar-se em 2026 é a do cruzamento entre sustentabilidade e eficiência tecnológica. Com a pressão regulatória e a necessidade de otimizar recursos, as empresas portuguesas estão a investir em soluções que reduzem consumos energéticos, aumentam a rastreabilidade e promovem modelos de economia circular suportados por tecnologias digitais avançadas. “Hoje, a tecnologia é essencial para reduzir a pegada ambiental e criar indicadores ESG fiáveis”, refere ainda o responsável da Indra Group. “Mas a sustentabilidade já não é apenas ambiental, é também digital, garantindo que os sistemas são seguros, transparentes e responsáveis.”

Talento aumentado e equipas conectadas num futuro não distante
Com a consolidação do trabalho híbrido e a emergência do conceito de augmented connected workforce, 2026 será também o ano em que humanos e sistemas inteligentes vão trabalhar mais próximos do que nunca. Ferramentas de realidade aumentada, agentes inteligentes e automação cognitiva vão permitir ganhos de produtividade relevantes, impulsionados pela combinação entre trabalho híbrido, automação cognitiva e inteligência aumentada.
Para Vasco Mendes de Almeida, este movimento tem implicações profundas: “Vamos assistir à transição de equipas tradicionais para equipas aumentadas, onde o foco deixa de ser apenas eficiência e passa a ser criatividade, especialização e resiliência. É uma mudança estrutural.” Num país que reforça a sua ligação à inovação europeia e que tem mostrado capacidade de absorver novas tecnologias com rapidez, o próximo ano será marcado por um desafio transversal: alinhar velocidade com responsabilidade. “O balanço deste ano mostra que Portugal está pronto para competir no novo ciclo tecnológico global”, conclui Vasco Mendes de Almeida. “Mas o que vai definir o sucesso das empresas em 2026 será a forma como as empresas usam a tecnologia para criar valor seguro, sustentável e confiável.”
Este conteúdo foi produzido pela INDRA GROUP.

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