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Francisco Calheiros: “A TAP tem passado por tudo e aguentado tudo”

Francisco Calheiros: “A TAP tem passado por tudo e aguentado tudo”

O presidente da Confederação do Turismo de Portugal (CTP) assume-se como “um TAPista”, um defensor da companhia aérea nacional, em privatização, que é determinante para o turismo em Portugal e que “tem passado” e “aguentado tudo”.
“Declaração de interesses: eu sou um TAPista. Sou um grande defensor da TAP. A TAP tem passado por tudo. É nacional, é pública, é nacionalizada, é renacionalizada. Aguenta tudo. E é determinante para o turismo em Portugal. Tem sido determinante e tem aguentado tudo”, começou por dizer Francisco Calheiros.
O responsável lembrou, em entrevista à Agência Lusa por ocasião do Dia Mundial do Turismo que se comemora no domingo, que tinha preferido que a privatização da TAP tivesse sido sobre 100% do capital.
“Penso que há garantias que o possa ser num futuro próximo”, disse, considerando que “é muito importante para o comprador, para poder captar as suas sinergias, ter uma TAP a 100%”.
O Governo anunciou no início de setembro que ia iniciar negociações finais com os dois candidatos que entregaram ofertas vinculativas para a compra de 44,9% da TAP, Air France-KLM e Lufthansa.
Instado a comentar o processo e o facto de sempre ter defendido que a TAP fosse entregue a parceiros estratégicos, em prol de investidores financeiros, admitiu que estão “dois ‘players’ [operadores da aviação] muito importantes em cima da mesa”.
“Quando me perguntam qual é que prefiro, não faço ideia nenhuma, porque tinha que conhecer os planos que têm para a TAP. Agora, que são dois ‘players’ muito sérios, quer a Lufthansa, quer a Air France-KLM, que acho que vão fazer bem à TAP, acho”, adiantou.
O responsável justifica com o facto de a TAP conseguir desta forma “entrar numa plataforma”.
“A TAP orgulhosamente só não é possível. Não há companhias orgulhosamente só da Europa e vamos ser inseridos numa plataforma com um poder de compra, seja de aviões, seja de combustíveis, seja de seguros, que acho que vai beneficiar em muita TAP”, explicou.
Em 01 de setembro, a Parpública entregou para análise do Governo o relatório sobre as duas ofertas vinculativas para a privatização da TAP, cujo processo prevê a venda de até 49,9% do capital da companhia, dos quais 5% estão reservados aos trabalhadores, podendo a parcela não subscrita ser adquirida pelo investidor selecionado, ao abrigo de um direito de preferência.

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