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Roy Keane sem meias palavras: “O Manchester City fez batota”

Roy Keane sem meias palavras: “O Manchester City fez batota”

Roy Keane, ‘lenda viva’ do Manchester United, defendeu, este sábado, em declarações prestadas à estação televisiva britânica ITV, que o Manchester City deve ser exemplarmente castigado, depois de ter sido considerado culpado de 114 das 115 acusações de violação dos regulamentos financeiros da Premier League de que estava a ser alvo.
 
Na véspera, à margem da concentração da principal seleção de Espanha, Rodri Hernández (que, no passado verão, deixou o Etihad Stadium rumo ao Barcelona) sublinhou que os títulos conquistados entre 2009 e 2023 não podem ser “retirado”, visto que “não foram pagos com dinheiro, mas sim com esforço”, algo que, na opinião do ex-internacional irlandês, não tem fundamento.
“Já estava na altura. É óbvio que isto já se vinha a arrastar há muito tempo. Eu discordaria da mensagem do Rodri. Foi a escolha do clube, eles escolheram fazer batota. Seja o que for que tiverem ganho, ao longo dos últimos anos, merecem ser castigados”, começou por afirmar o agora comentador desportivo, de 55 anos de idade.
“É difícil definir o ponto onde começamos e onde acabamos, mas eles estavam a fazer batota. Eles foram considerados culpados disso mesmo, e, agora têm de tomar o remédio. Foi um choque ter visto que foram considerados culpados de tantas acusações”, acrescentou. Uma tomada de posição partilhada pelo seu companheiro de painel, Ian Wright.
“Eles têm de ser castigados por isso. Eles podem ter sido capazes de viver aquelas memórias e todos aqueles grandes períodos juntos, mas, quando olhas para as equipas que os perseguem e que estavam a fazer as coisas bem feitas, não é justo”, apontou o histórico goleador de clubes como Arsenal, Crystal Palace ou West Ham.
“O que é que aprendemos com o Liverpool, com o legado de [Jurgen] Klopp e com aquela equipa? O que é que eles poderiam ter vivido? Eles fizeram batota para chegar lá, e os outros jogadores não tiveram a oportunidade de viver aquilo que eles viveram”, completou o ex-internacional inglês, de 62 anos de idade.
Manchester City insiste que está inocente
A reação aos mais recentes desenvolvimentos surgiu no sábado, através de uma carta dirigida pelo presidente do Manchester City, Khaldoon Al Mubarak, aos próprios adeptos: “Muitos de vocês terão passado a noite a responder a perguntas e a mensagens de amigos, familiares e colegas. Eu também. Eis o que disse à minha família: o processo da Premier League ainda tem um longo caminho a percorrer, e a nossa confiança e determinação em provar a inocência do clube continuam tão fortes como no início”.
“Há tantas coisas que gostaria de poder partilhar convosco para vos ajudar a compreender por que razão nos sentimos tão confiantes na nossa posição. Mas a estrita confidencialidade do processo judicial e a nossa determinação em respeitá-la significam que, neste momento, não posso fazê-lo. Até esta carta foi submetida a várias verificações jurídicas para garantir que cumpre as normas”, prosseguiu.
“Peço-vos que leiam atentamente a declaração abaixo, que divulgámos na sexta-feira, e a declaração que emitimos em fevereiro de 2023 (também abaixo). Cada palavra é importante e continua a ser verdadeira. Embora algumas pessoas se tenham apressado a tirar as suas próprias conclusões e haja tanto alarido à nossa volta, nada mudou. Já enfrentámos desafios juntos no passado e saímos vitoriosos. Continuam a existir muitos que querem minar o ímpeto do nosso clube. Não lhes daremos essa oportunidade”, prosseguiu o dirigente dos citizens”, completou.
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