Circati não deixa Irankunda sem resposta: “Maior de Portugal é o Benfica”
Alessandro Circati foi o jogador eleito para falar, ao início da manhã deste domingo, aos jornalistas, à margem da concentração da principal seleção da Austrália, e, como seria de esperar, foi ‘bombardeado’ pelos jornalistas com perguntas relacionadas com o processo que o levou do Parma para o Benfica, no passado mercado de transferências de verão, a troco de uma verba na ordem dos 17 milhões de euros.
“É claro que, depois do Campeonato do Mundo, tive as minhas férias. Estive com os meus amigos de Perth, na Europa, e, depois, houve muitas conversas. Tenho a certeza de que vocês viram tudo, com muitas discussões de ‘Talvez isto, talvez aquilo’, de sair apenas se outros jogadores saíssem…”, começou por afirmar o defesa-central.
“Depois, estava no carro, a conduzir de volta da praia, para Parma, e recebi um telefonema a dizer ‘Penso que, esta semana, vamos ter de nos mudar para Lisboa’, obviamente, se eu quisesse. Quando recebi todos os detalhes, percebi que era uma chamada do Benfica. Eles queriam-me muito. O treinador queria-me, e o presidente, Rui Costa, também”, prosseguiu.
“Estava muito ansioso, queria dar esse passo em frente, mas, claramente, não estava tudo nas minhas mãos, porque, como vocês sabem, há valores a ser discutidos entre os clubes. Não podia fazer nada quanto a isso, então, tive de ficar à espera e torcer pelo melhor”, completou, antes de ‘abrir o livro’ a propósito da estreia de águia ao peito, na vitória sobre o AC Milan, por 0-2.
“Para a minha estreia pelo clube, não podia ter imaginado nada de melhor. A família que tenho em Itália foi lá. Na verdade, o meu tio foi ao jogo com um cachecol do AC Milan, porque a maior parte da minha família é adepta do AC Milan. Ele apareceu com um cachecol do AC Milan, mas também com uma camisola do Benfica vestido, por isso, foi um certo misto, mas foi ótimo. Esteve lá a minha mãe, o meu pai, o meu irmão, os meus amigos… Foi um sonho tornado realidade”, confessou.
Quanto à adaptação à nova realidade e à língua portuguesa, não escondeu, “não foi fácil”: “Felizmente, consigo meio que entender. É bastante semelhante ao italiano e ao espanhol, que são línguas que eu entendo. Consegui apanhar algumas palavras e perceber as coisas, mas, com a ajuda dos meus companheiros de equipa, do treinador, da equipa técnica… Foram uma grande ajuda”.
“A maior parte ou todos os rapazes falam inglês, o que também é um grande fator de ajuda. Ajuda-te a adaptares-te um pouco mais rapidamente, mas, obviamente, não é fácil. As primeiras semanas não são fáceis, ainda não tens casa, ainda não tens carro… Mas, assim que resolves tudo isso, começas a sentir-te mais em casa. Isso vem com o tempo, é normal”, rematou.
Maior de Portugal? “Isso nem sequer é questão”
A terminar, Alessandro Circati aproveitou a ocasião para devolver a ‘bicada’ ao companheiro de seleção, Nestory Irankuda, que, a meio da semana, defendeu que o ‘seu’ Sporting é “o maior clube de Portugal”. Confrontado com a questão sobre, afinal, quem ‘manda’ no país, o defesa-central sorriu e atirou: “Isso nem sequer é questão, pá. O Benfica”.
“É uma coisa corrente… Obviamente, eu e o Nestor somos amigos muito próximos. Agora, estando na mesma cidade e sendo rivais, toca mais no coração e é sempre bom. São provocações amigáveis e é óbvio que queremos ganhar um contra o outro. Não passa disso”, concluiu, bem humorado.
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