Aeroporto. Turismo espera que não seja preciso “explicar aos investidores” a falta de capacidade da Portela daqui a 10 anos
Naquela que é a sua última cimeira enquanto presidente da Confederação do Turismo de Portugal (CTP), Francisco Calheiros espera que não seja explicar aos investidores daqui por 10 anos porque é que Lisboa não tem capacidade aeroportuária. Se tal acontecer “não terá sido a geografia a falhar-nos. Terá sido a decisão. E disso, meus senhores, já ninguém no Turismo português se poderá esquecer”, referiu no seu discurso de abertura da VIII Cimeira do Turismo, que decorre esta segunda-feira, 28 de setembro, numa unidade hoteleira em Lisboa.
“Os constrangimentos do maior aeroporto do país são o principal obstáculo ao crescimento do Turismo em Portugal. O aeroporto de Lisboa está a funcionar acima das suas capacidades e quanto a Alcochete, serão mais de dez anos até ver a luz do dia”, afirmou.
Francisco Calheiros considera que nos próximos anos, o trabalho da CTP terá de responder a três transformações que já estão em curso: a inteligência artificial, que está a mudar a forma como se descobre, se reserva e se vive um destino turístico, e para a qual as nossas empresas, sobretudo as mais pequenas, precisam de apoio real de capacitação, não apenas de discursos sobre o tema; a sustentabilidade, que deixou de ser um argumento de marketing para passar a ser uma condição de acesso aos mercados mais exigentes e às gerações mais jovens de viajantes e a qualificação das pessoas, porque nenhuma tecnologia substitui a hospitalidade genuína que sempre distinguiu Portugal, e que só se garante com trabalhadores bem formados, bem pagos e orgulhosos da profissão que escolheram.
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