A carregar agora

Fragmentação da banca europeia resulta de opções políticas, sublinha BCE

Fragmentação da banca europeia resulta de opções políticas, sublinha BCE

O membro do Conselho de Supervisão do Banco Central Europeu (BCE) Pedro Machado afirmou hoje que a fragmentação que afeta o sistema bancário europeu “não é uma lei da natureza”, mas resultado de opções políticas que podem mudar.
Durante uma intervenção no XVII Encontro Financeiro organizado pela KPMG e pelo jornal espanhol Expansión, Pedro Machado sublinhou que as diferenças nos regimes de insolvência, os sistemas nacionais de garantia de depósitos e uma estrutura de capital excessivamente complexa “não são imutáveis”.
O responsável defendeu que é possível corrigir este estado de coisas se existir “a vontade política” necessária e, nos últimos tempos, tem-se tornado evidente que a disposição para realizar estas reformas existe.
O problema da banca europeia “não é a falta de resiliência, mas a divisão em mercados nacionais”, explicou Machado, que lembrou que a imensa maioria dos empréstimos e depósitos se mantém dentro das fronteiras de cada país, e as fusões transfronteiriças são muito escassas.
Esta situação acentua a diferença com os Estados Unidos, já que, embora a banca europeia se destaque em créditos e depósitos, mantém uma posição pior nas atividades de negociação.
O certo é que na Europa coexistem 27 regimes de retenção fiscal diferentes e normas nacionais díspares em insolvência e na proteção ao consumidor, disse Machado, que ressaltou que simplificar não significa baixar o nível ou desregular, mas alcançar os mesmos objetivos prudenciais de forma mais clara, eficiente e proporcionada.
Daí a urgência de completar a união bancária e avançar para um sistema europeu de garantia de depósitos unificado, para redistribuir o risco e permitir o livre fluxo de capital e liquidez.
 

Share this content:

Publicar comentário