A carregar agora

Estudo da NOS revela que a Guarda liderou o crescimento populacional no Verão e Lisboa perdeu 9% dos utilizadores

Estudo da NOS revela que a Guarda liderou o crescimento populacional no Verão e Lisboa perdeu 9% dos utilizadores

Um estudo realizado pela NOS, com base em dados agregados e anónimos da sua rede móvel, analisou os movimentos da população e dos visitantes internacionais durante os meses de Verão em Portugal. Por abranger os utilizadores da operadora e os acessos em roaming de visitantes estrangeiros, o levantamento oferece uma leitura representativa das deslocações no território nacional.
No que toca à variação populacional entre os distritos, a Guarda registou o maior crescimento percentual de pessoas nos meses estivais, com um aumento de cerca de 80%. Seguiram-se Viana do Castelo, com 56%, Faro e Bragança, ambos com 51%, e Vila Real, com 47%.
Em sentido oposto, Lisboa destacou-se como o único distrito a registar uma quebra no número de utilizadores em agosto, assinalando uma diminuição de 9%. Esta variação no distrito da capital esteve diretamente associada às saídas para férias, com cerca de 40% das deslocações a terem como destino o Algarve e cerca de um terço a repartirem-se pela Península de Setúbal e Costa Alentejana.
No conjunto, mais de dois terços das saídas de Lisboa direcionaram-se para zonas balneares do sul, com maior incidência nos concelhos de Loulé, Almada, Albufeira e Portimão.
Relativamente ao turismo internacional, a utilização da rede por operadores estrangeiros em roaming aumentou 67,4% entre maio e agosto, registando-se clientes provenientes de pelo menos 144 nacionalidades. A Europa manteve-se como a principal fonte de visitantes, liderada por França, que representou 30% do total de estrangeiros, Espanha, com 16%, e o Reino Unido, com 8%. Os Estados Unidos constituíram igualmente um mercado relevante, fixando-se nos 7%, com maior expressão nos centros urbanos.
Em termos absolutos, o distrito de Lisboa concentrou a maior fatia de visitantes internacionais e emigrantes no mês de agosto, com cerca de 20%, seguido por Faro, com 15,6%, Porto, com 13,9%, Braga, com 6,2%, e Setúbal e Viana do Castelo, ambos com cerca de 5%. Em contrapartida, os distritos do Alentejo registaram as menores percentagens do total nacional de estrangeiros, com Portalegre a fixar-se nos 0,8%, Évora nos 0,9% e Beja nos 1,1%.
Apesar da maior concentração absoluta de visitantes nos grandes polos, o nível de internacionalização dentro da própria região apresentou padrões distintos. As Regiões Autónomas lideraram neste indicador, com os turistas e emigrantes a representarem 67% do total de utilizadores nos Açores e 66% na Madeira durante o mês de agosto. No continente, os distritos com maior taxa de internacionalização local foram Viana do Castelo, com 61%, Faro, com 59%, e Vila Real, com 50%.
A análise da duração das estadias indicou que a permanência típica dos veraneantes variou entre 3 e 5 dias. Contudo, a presença de estadias mais prolongadas elevou a média para valores entre 6 e 10 dias em diversas zonas do interior, do Alentejo e das Regiões Autónomas. A nível distrital, Portalegre registou a maior média de permanência, com 7,2 dias, seguido por Viseu, Coimbra e Aveiro, todos com 6,7 dias. Ao nível dos concelhos, Pedrógão Grande sobressaiu com a média mais elevada, de 10,1 dias, seguindo-se Avis, com 9,8 dias, Monforte, com 9,3 dias, e Tondela, com 9,2 dias.
Em oposição, os centros urbanos e destinos de maior rotação turística apresentaram as estadias médias mais curtas, sobaindo os distritos de Setúbal, com 5,3 dias, Porto, com 5,4 dias, e Lisboa, com 5,7 dias, tendo concelhos como o Porto e Loulé registado médias de 3,6 dias, Funchal de 3,9 dias, Cascais de 4,0 dias e Sintra de 4,1 dias.

Share this content:

Publicar comentário