OE2027: PCP lamenta falta de medida contra custo de vida
A líder parlamentar do PCP, Paula Santos, afirmou esta terça-feira, 29 de setembro que o Orçamento do Estado para 2027 não responde à subida do custo de vida, que “está a infernizar a vida dos portugueses”, e “aprofunda injustiças fiscais”, beneficiando os grupos económicos.
Paula Santos falava aos jornalistas, no Parlamento, após uma reunião com os ministros de Estado e das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, e dos Assuntos Parlamentares, Carlos Abreu Amorim, sobre as principais linhas da proposta do executivo de Orçamento do Estado para 2027 (OE2027).
“A verdade é que a situação do país e aquela que é a vida real todos os dias dos trabalhadores e dos reformados e das populações é uma vida cada vez mais difícil e é um Orçamento que não só não dá resposta a este conjunto de problemas como mantém e aprofunda as injustiças fiscais, aliás, para favorecimento até por parte dos grupos económicos”, considerou a líder da bancada comunista.
Paula Santos afirmou que o PCP intervirá com “propostas e soluções concretas para resolver este conjunto de problemas prementes na vida das pessoas”, com foco nos salários, pensões, serviços públicos, habitação e aposta nos setores produtivos que liberte o país das “imposições e condicionalismos da União Europeia” e dos “interesses dos grupos económicos”.
A deputada comunista acrescentou que a subida do custo de vida “está a infernizar a vida dos portugueses” e que o Governo, com apoio do Chega, IL e PS, tem optado pela “degradação das condições de vida”.
“As perspetivas do Governo são bem diferentes daquelas que o PCP coloca e que são necessárias”, afirmou ainda, acrescentando que a oposição de PSD e CDS-PP às iniciativas comunistas “revelam que não têm vontade nenhuma de resolver os problemas”.
“Aliás, aquilo que pretendem é prosseguir a política responsável pelos problemas com que os portugueses se estão neste momento a confrontar”, acrescentou.
Paula Santos aproveitou ainda para criticar a proposta do Governo para alterar Novo Regime do Arrendamento Urbano (NRAU), que será discutida amanhã no Parlamento, apontando a medida como exemplo da intenção do executivo facilitar a precarização, instabilidade e despejos a favor da especulação.
O partido levará a discussão iniciativas para proteger quem tem crédito à habitação, canalizar os lucros da banca para suportar a subida dos juros e garantir “maior estabilidade e direitos dos inquilinos”.
Share this content:



Publicar comentário