Sindicatos bancários da UGT intensificam protestos e marcam greve nacional para 30 de novembro
Os sindicatos bancários afetos à UGT — MAIS (Sindicato do Sector Financeiro), SBN (Sindicato dos Trabalhadores do Setor Financeiro de Portugal) e SBC (Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Banca, Seguros e Tecnologias) — anunciaram um novo pacote de ações de protesto junto de seis dos maiores bancos a operar em Portugal. A contestação culminará com uma greve nacional do setor agendada para o dia 30 de novembro.
A decisão surge no âmbito da rejeição perentória da proposta de atualização salarial apresentada pelas Instituições de Crédito (IC) para o ano de 2026. Os bancos mantêm-se irredutíveis numa proposta de aumento de 2% nas tabelas salariais e cláusulas de expressão pecuniária, valor que as estruturas sindicais da Febase consideram “inadmissível”. Segundo os sindicatos, este valor traduz-se numa nova perda efetiva de poder de compra tanto para os trabalhadores no ativo como para os reformados, agravando as dificuldades impostas pelo contínuo aumento do custo de vida.
Calendário das ações e mobilização
As iniciativas de protesto terão início já no próximo mês. Segundo o calendário anunciado pelas direções sindicais, nos dia 10 de outubro, dá o início das ações na Figueira da Foz; a 21 de outubro são as primeiras concentrações em Lisboa, junto às sedes e edifícios das administrações do Santander e do BPI; a 4 de novembro são as concentrações junto ao Montepio e ao Crédito Agrícola; a 25 de novembro os protestos junto aos edifícios do Novobanco e do Millennium BCP; e a 30 de novembro é a greve nacional do setor bancário.
O processo negocial para a revisão salarial de 2026 teve início no verão de 2025, altura em que o MAIS, o SBN e o SBC apresentaram as suas propostas. Na abertura da mesa de negociações, as instituições bancárias responderam com uma contraproposta inicial de apenas 1,5%. Em fevereiro de 2026, a oferta evoluiu para os atuais 2%, mantendo-se inalterada desde meados de maio.
Os sindicatos criticam severamente a intransigência do setor bancário, sublinhando o contraste entre a recusa de aumentos dignos e os “resultados historicamente elevados, com lucros de muitos milhões de euros, a distribuição de dividendos exorbitantes aos acionistas e a atribuição de remunerações milionárias aos membros das administrações”.
Perante o bloqueio, as organizações sindicais avançaram para o recurso à conciliação no âmbito da Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT) e endereçaram um convite às restantes estruturas do setor para construir uma resposta conjunta, concertada e abrangente em defesa dos trabalhadores e pensionistas da banca.
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