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Portugal estima necessidades líquidas de financiamento em 15 mil milhões em 2026, reduz emissões de dívida no 4.º trimestre

Portugal estima necessidades líquidas de financiamento em 15 mil milhões em 2026, reduz emissões de dívida no 4.º trimestre

A Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP) reviu em baixa a emissão de Obrigações do Tesouro (OT) prevista para 2026, para 22,5 mil milhões de euros, uma diminuição de cerca de 1,5 mil milhões face à estimativa do terceiro trimestre, anunciou esta quarta-feira no seu programa de financiamento atualizado para o último trimestre do ano.
As necessidades líquidas de financiamento do Estado mantêm-se estimadas em 15 mil milhões de euros, num total de necessidades de financiamento brutas de 30,6 mil milhões de euros para o conjunto do ano.
O IGCP também reduziu em 3,2 mil milhões de euros a estimativa de financiamento líquido através de Bilhetes de Tesouro (BT), de 4,2 mil milhões de euros previstos no terceiro trimestre para 1,0 mil milhão, refletindo uma necessidade de refinanciamento mais limitada nesse segmento do mercado monetário.
Até final de agosto, o IGCP tinha emitido 16,8 mil milhões de euros em OT. Contando com o leilão realizado em setembro, a emissão acumulada já atinge 18,4 mil milhões de euros, o que representa 82% do objetivo anual para este instrumento, indicou a agência num documento publicado esta quarta-feira.
Para o quarto trimestre deste ano, o IGCP prevê emitir OT através de uma combinação de sindicatos bancários e leilões, com colocações esperadas entre 1.000 e 1.250 milhões de euros por operação.
Os leilões contarão com a participação dos Operadores Especializados de Valores do Tesouro (OEVT) e dos Operadores de Mercado Primário (OMP), a realizar-se na segunda ou quarta quarta-feira de cada mês, com os montantes e linhas a reabrir a ser anunciados até três dias úteis antes de cada leilão.
No segmento dos BT, o calendário do quarto trimestre inclui apenas um leilão, agendado para 18 de novembro de 2026: o lançamento da linha BT19NOV2027, com maturidade de 12 meses e um montante indicativo entre 1.000 e 1.250 milhões de euros.
O IGCP sublinha que continuará a acompanhar ativamente a evolução das condições de mercado, reservando-se a possibilidade de introduzir ajustamentos às linhas definidas para o trimestre.

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