Para saborear já ou dar tempo ao tempo. Sugestões líquidas para umas Festas Felizes
Não é bom malandro quem quer. É bom malandro quem sabe.
Furtamos a tirada espirituosa do “Manual Prático do Bom Malandro”, onde nos é apresentado o dueto Bom Malandro Tinto e Branco, com a assinatura da Symington. O primeiro, ficamos a saber, “É fresco. É jovem. É a puxar pela fruta. É fácil de beber. É gastronómico.” Ambos são Douro DOC, uma ‘chancela nada despicienda.
Vamos pôr agora o holofote no Bom Malandro Tinto, um blend clássico, produzido a partir de uvas das castas nobres do Douro provenientes das vinhas da família Symington localizadas nas sub-regiões do Cima Corgo e do Douro Superior. São uvas provenientes de vinhas de cotas mais elevadas, a partir dos 400m de altitude, para favorecerem um perfil assente em frescura e equilíbrio, e um carácter frutado. Quanto ao Bom Malandro DOC Douro Branco, cujo manancial de aromas vai do ananás à manga, passando por um toque de ameixa com subtis notas de baunilha em fundo. Diz ter uma acidez perfeita e uma fescura luminosa. (PVR: 8€)
Outra sugestão, dá pelo nome de Quinta da Fonte Souto Tinto, o mais recente projeto vínico da família Symington, desta feita no ALto Alentejo, na região de Portalegre. “A frescura e equilíbrio que advêm da altitude, a concentração que deriva das vinhas maduras de baixos rendimentos e a estrutura proporcionada pela cuidada conjugação de castas” são a essência do Quinta da Fonte Souto 2018 Tinto, a que não é alheio o papel das castas que o compôem: Alicante Bouschet com apontamentos (contributos?) de Trincadeira, Cabernet Sauvignon, Syrah e Alfrocheiro. (PVR: 15€)
Introduzido em 1969, o Cockburn’s Special Reserve criou uma nova categoria de Vinho do Porto. Proveniente de vinhas de melhor qualidade localizadas no Douro Superior, com envelhecimento prolongado, em balseiros de carvalho durante cinco anos, revela-se frutado e encorpado, e tem um final de boca distintivamente seco. (PVR: 11,50€) Se preferir um néctar mais ‘envelhecido’, quem sabe o Cockburn’s 10 Year Old Tawny, com estágio de dez anos em cascos de carvalho até atingir o nível perfeito de maturação, será aquilo que procura. Com aromas vivos de frutas cristalizadas, combinados com caramelo, notas de mel, caramelo e baunilha, este Tawny 10 anos casa lindamente com doces e pastelaria. Uma boa desculpa para prevaricar nas doçuras. (PVR: 19€)
Hayley Kelsing Photography
Saindo dos projetos com a assinatura Symington, entramos no reino dacasa Graham’s, que lançou agora o Graham’s Late Bottled Vintage Port 2020 cmo proposta para acompanhar o Natal de 2025. Produzido a partir de uvas provenientes das quatro quintas da Graham’s, situadas em diversos locais do Vale do Douro, o Graham’s (LBV) Port 2020 apresenta “um perfil aromático complexo, com notas florais de roseira, flor de laranjeira e madressilva, complementadas por um subtil toque de menta”, de acordo com os enólogos da empresa, Charles Symington e Bernardo Nápoles.
No paladar, revela uma primeira onda de intensos sabores de frutos vermelhos, seguida por taninos firmes e crocantes que lhe conferem estrutura. A bela acidez proporciona uma frescura e vitalidade notáveis. E harmoniza bem com sobremesas de chocolate negro, mas também com mimos salgados, como queijos semicurados ou curados. No que respeita às castas, prevalecem a Touriga Franca e Touriga Nacional, com contribuições menores de Sousão, Alicante Bouschet, assim como Tinta Amarela e Tinta Barroca. (PVR 17,50€)
Assumimos com gosto um dos ensinamentos do Manual do Bom Malandro, que poderá servir de mote para o ano que se aproxima a passos rápidos: “Malandro que é bom malandro só bebe com bons malandros, ou com quem traga a garrafa.”
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