França: Default swaps disparam e já estão em níveis de 2013
Continuam as dificuldades para as finanças públicas francesas com novo máximo de 13 anos nas credit default swaps (CDS), isto no dia após terem arrancado as discussões orçamentais no Parlamento do país. A expectativa quanto a um acordo é baixa e, concretizando-se, o impacto fica bastante aquém do necessário para retornar as contas públicas da segunda maior economia europeia à sustentabilidade.
As CDS francesas dispararam nos últimos dias e estavam no início desta sexta-feira com um spread de 79,6 pontos base (pb), atingindo assim níveis não vistos desde 2013. Esta subida ocorre numa altura em que os juros dos títulos a 10 anos do país negoceiam próximo de 5%, o valor mais elevado desde 2002.
O Governo francês arrancou com as discussões da proposta de orçamento no dia anterior, mas, sendo um Executivo minoritário, a aprovação está longe de garantida – e a margem política e social para conseguir a aprovação parece curta. Com a proposta agora conhecida, o défice orçamental ficaria em 5%, o que, sendo consideravelmente acima dos 3% limite impostos por Bruxelas, é uma melhoria considerável em relação aos anteriormente projetados 6,5%.
Por outro lado, a proposta não representa uma melhoria do rácio de dívida, que tem subido de forma assinalável nos últimos anos e já fica no terceiro lugar da zona euro.
Na mesma linha, o spread entre os títulos franceses a 10 anos e as bunds alemãs de igual maturidade também continua a subir, estando atualmente na casa dos 145 pb – uma subida de quase 60 pb no último mês. Estes são valores não vistos desde 2012, na altura da crise das dívidas soberanas na moeda única, e que sublinha a preocupação do mercado com a situação orçamental francesa.
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