Generali investe 150 milhões de euros para adquirir 9,9% do Banco de Crédito Cooperativo espanhol
A Generali acordou a aquisição de uma participação de cerca de 9,9% no Banco de Crédito Cooperativo (BCC), entidade holding do Grupo Cooperativo Cajamar (GCC), em Espanha, por 150 milhões de euros, reforçando uma parceria de banca-seguros com mais de 20 anos.
Segundo o comunicado da seguradora italiana que é dona da Generali-Tranquilidade, o investimento pretende aprofundar o alinhamento estratégico entre as duas entidades e consolidar a posição da seguradora italiana no mercado espanhol. A operação será realizada pela Generali Espanha, através da sua carteira de investimentos, e deverá ficar concluída no segundo semestre de 2027, estando sujeita às aprovações regulamentares necessárias.
Em comunicado, Giulio Terzariol, diretor-geral e deputy CEO do Grupo Generali, afirmou que a parceria com o Grupo Cooperativo Cajamar tem proporcionado «um forte crescimento e um valor excecional para os clientes» ao longo de mais de duas décadas.
O responsável acrescentou que o investimento reflete a confiança da seguradora no potencial de longo prazo da relação e o compromisso de reforçar a presença em Espanha, um dos principais mercados europeus do grupo.
Também Carlos Escudero Segura, CEO da Generali Espanha, destacou a importância da colaboração, da confiança e da visão partilhada entre as duas entidades, defendendo que o acordo permitirá continuar a crescer através da rede de distribuição do Cajamar e da especialização da Generali no setor segurador.
A parceria tem contribuído para a posição da Generali nos principais segmentos de seguros em Espanha, beneficiando da rede nacional de distribuição do grupo financeiro espanhol.
A operação está alinhada com o plano estratégico da Generali “Lifetime Partner 27: Driving Excellence”, que prevê acelerar o crescimento nos principais mercados europeus, apoiando-se na base de clientes do grupo e em parcerias de longo prazo.
Segundo a seguradora, o investimento não terá um impacto material no nível de solvência do grupo.
A Deloitte foi o consultor financeiro exclusivo da Generali na operação, enquanto a Garrigues assegurou a assessoria jurídica.
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