“Entendimentos partidários são indispensáveis… nesta e nas próximas legislaturas”, defende António José Seguro
António José Seguro defendeu, naquela que foi a sua primeira intervenção enquanto Presidente da República nas celebrações da Implantação da República, os “entendimentos partidários” como meios “indispensáveis” para o desenvolvimento do país.
“Nesta e nas próximas legislaturas. Com este e com futuros Governos”, acrescentou o Chefe de Estado português, esta segunda-feira, 5 de outubro, reiterando que o país “precisa de mais entendimentos entre as forças políticas e sociais”.
Imediatamente antes, saudou o Executivo de Luís Montenegro e o Partido Socialista (PS) “pelo caminho de aproximação que têm vindo a fazer tendo em vista a aprovação do Orçamento do Estado para o próximo ano”, que deverá ser apresentado no final desta semana. “Oxalá outros partidos possam juntar-se a este caminho de compromisso e de convergência neste e noutros processos legislativos. Como sempre disse, tanto se serve Portugal no governo, como na oposição”, continuou.
Na Praça do Município, em Lisboa, o sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa assumiu que acredita “convictamente” que só por essa via de entendimento será possível “encontrar soluções válidas” que promovam “o acesso à saúde a tempo e horas, educar e qualificar melhor, aceder à habitação condigna, aumentar a produtividade para que Estado e empresas possam oferecer melhores salários e fixar e atrair o talento, em particular dos jovens que formamos nas nossas escolas e universidades”.
“É este apelo que vos deixo neste 5 de Outubro. Que olhemos com ambição o futuro de Portugal. Deixemo-nos de conflitos estéreis e encontremos as soluções para resolver os problemas das pessoas e do país, com os olhos postos no horizonte. Com olhos no futuro. É este o sentido do nosso compromisso com a ideia de República. É este o nosso dever para com as pessoas. Portugal é a nossa causa”.
Dedicou parte do discurso à crise energética, que “não pode ser enfrentada apenas com respostas nacionais”. “Não se resolve país a país. Exige uma resposta europeia coordenada que proteja as pessoas, a economia e reduza estruturalmente a dependência externa de energia. Para além, claro, da necessidade da abertura do estreito de Ormuz à circulação em segurança dos navios”
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