Hojlund visa Jorge Jesus: “Empurrão não teve a ver com Cristiano Ronaldo”
Rasmus Hojlund colocou, este domingo, os ‘pontos nos is’ a propósito do momento de tensão vivido, na passada quinta-feira, no relvado do Parken, em Copenhaga, quando empurrou Jorge Jesus, na sequência da derrota sofrida pela ‘sua’ Dinamarca no encontro da terceira jornada da fase de grupos da Liga das Nações, perante Portugal, por 2-4.
O avançado deu que falar, não só por este incidente, como também pelo facto de ter imitado o famoso festejo de Cristiano Ronaldo, aos 53 minutos, quando marcou o golo que colocava uma igualdade a dois golos no marcador. No entanto, deixou bem claro que nenhum dos dois episódios está relacionado com a polémica em torno da saída do avançado do estágio da seleção nacional.
“Tal como falámos, depois do último jogo, contra Portugal, o meu festejo foi um tributo a Ronaldo. O empurrão não teve mesmo nada a ver com a decisão técnica de Jorge Jesus. Foi porque ele nem sequer se deu ao trabalho de me olhar nos olhos. Penso que é uma falta de desportivismo”, atirou, na zona de entrevistas rápidas da estação televisiva TV2, após o triunfo sobre o País de Gales, por 0-1.
“Tens de apertar a mão em condições, depois de um jogo de futebol. Eu recebi um toque muito frio no peito, e ele limitou-se a olhar para mim de relance, então, foi por isso que eu reagi, apenas para dizer ‘Hey, estamos a falar a sério?’. Na verdade foi apenas isso. E, sim, a questão do meu festejo foi sobre o meu grande ídolo”, acrescentou.
“Espero que Portugal e Cristiano consigam resolver as coisas”
Rasmus Hojlund assumiu, ainda, estar a torcer para que a desavença com Jorge Jesus não signifique o final do percurso de Cristiano Ronaldo ao serviço de Portugal: “Eu sei que vocês [a comunicação social] querem manchetes, e conseguem fazê-las com ele. Mesmo antes, eu nunca tive medo de dizer que o Cristiano era o meu grande ídolo”.
“Ele foi sempre muito importante (…). Como eu já disse, penso que ele tem uma grande mentalidade, e espero que Portugal e Cristiano consigam resolver as coisas, porque seria uma pena se acabasse desta maneira para aquele que, na minha opinião, é o melhor jogador de sempre de todo o mundo”, apontou.
O avançado do Napoli disse, de resto, só não ter pena de não ter chegado a conseguir partilhar balneário com o internacional português, no Manchester United: “Curiosamente, dei subitamente por mim lá, seis meses depois de ele ter saído, quase tendo que o fazer esquecer, de certa maneira. Por isso, tem sido uma caminhada divertida”.
Jorge Jesus não fecha as portas
As palavras de Rasmus Hojlund surgem depois de o próprio Jorge Jesus ter deixado em aberto a possibilidade de Cristiano Ronaldo vir a voltar a representar Portugal: “Para mim, no princípio, nunca foi um caso. Foi uma coisa que achava normal como treinador. Ter um jogador com o símbolo que ele é para o país e para a seleção…”.
“Há princípios como treinador que são inegociáveis, mas, como não houve nada de especial em termos do que é a minha autoridade, para mim, o Cris na próxima convocatória será, caso esteja a jogar no Al Nassr, um jogador convocável, se ele quiser regressar à seleção”, garantiu, na conferência de imprensa que se seguiu à vitória sobre a Noruega, por 2-1.
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