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Renault admite manter investimento elétrico em França, mas condiciona à estabilidade política

Renault admite manter investimento elétrico em França, mas condiciona à estabilidade política

A Renault pretende continuar a investir na indústria de veículos elétricos em França, caso haja vontade política e social nesse sentido. A garantia foi deixada pelo CEO do grupo, François Provost, este sábado, 4 de outubro, numa entrevista à rádio France Inter – em França.
Numa altura em que o clima político e económico francês atravessa um período de instabilidade, Provost lembrou que a empresa, que tem 15% de participação do Estado francês, investiu 13 mil milhões de euros na expansão da produção de veículos elétricos no seu país de origem nos últimos cinco anos.
Segundo o mesmo responsável, a construtora automóvel está preparada para investir mais de 10 mil milhões de euros nos próximos cinco anos para continuar a avançar com veículos elétricos e tornar os carros mais acessíveis.
Apesar da vontade de permanecer, o CEO expressou preocupação com as oscilações do mercado e a potencial instabilidade em França – um mercado que representa 20% dos negócios da Renault e 40% da sua força de trabalho. Provost pediu ainda que a União Europeia aborde os desequilíbrios no comércio automóvel com a China.
O aviso surge num momento em que o clima político em França se está a tornar cada vez mais imprevisível, faltando apenas sete meses para as eleições que colocarão um ponto final na presidência de Emmanuel Macron.
No parlamento, a situação está a agravar-se, com o governo minoritário a tentar aprovar um plano fortemente assente em cortes de despesa impopulares e na tributação de grandes empresas para conter o elevado défice, numa altura difícil para a economia e em que os juros da dívida francesa disparam.

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