Manteigas reage às propostas do Benfica: “Um árbitro que mente…”
João Diogo Manteigas, um dos candidatos derrotados nas últimas eleições para a presidência do Benfica, recorreu às suas redes sociais, ao início da manhã desta segunda-feira, para reagir de forma oficial à proposta apresentada pelo clube da Luz à Federação Portuguesa de Futebol para reformular o setor da arbitragem.
Neste documento que as águias entregaram ao órgão federativo no passado dia 11 de setembro, o emblema lisboeta propôs a separação entre a nomeação e a avaliação dos juízes.
“São de saudar as propostas apresentadas pela direção do Benfica à Federação Portuguesa de Futebol em torno da arbitragem nacional. Sempre defendi, publicamente e nas AG do clube, que o Benfica deve ser ‘a’ voz ativa no futebol português perante os problemas que surgem e na definição do seu futuro. Há que discutir modelos de gestão, a urgente reformulação dos quadros competitivos e a avaliação da gestão na arbitragem. Daí ter apresentado várias propostas nos últimos anos como: 1 – criação do regime jurídico próprio para os árbitros, equiparado a jogadores (Lei) e treinadores (CCT), 2 – definir vínculo laboral dos árbitros (dando seguimento ao relatório de 2011 a pedido da SEDJ), 3 – reformular o recrutamento, formação, carreira dos árbitros e respetiva fiscalização, 4 – criar regras deontológicas, incompatibilidades e impedimentos, 5 – publicar avaliações dos árbitros, VAR e relatórios dos observadores, 6 – clarificar nomeações dos árbitros, 7 – VAR: mais transparência e fiscalização dos seus procedimentos, estruturas e comunicações”, pode ler-se na publicação de João Diogo Manteigas na rede social Linkedin, apontando o dedo ao árbitro Gustavo Correia.
“A ação direta deste árbitro causou prejuízos desportivos e financeiros (Casa Pia na Luz e em Famalicão) e ainda acusou dirigentes do Benfica, no seu relatório de Famalicão, de o tentarem coagir, o que se provou falso. Um árbitro que mente num relatório oficial, colocando em causa a inocência e o bom nome de representantes do Benfica, não pode ser apoiado, escolhido e promovido. Deve ser punido, responsabilizado e suspenso. A credibilidade de um árbitro não muda por ser internacional. Quem falta à verdade em Portugal, não pode usar a insígnia em jogos europeus. E se este conselho de arbitragem da Federação insiste na sua premiação, cabe ao Benfica estranhar e indagar o porquê, expondo a situação perante a UEFA para a devida fiscalização”, prosseguiu Manteigas.
“Há aspetos muito positivos nas propostas apresentadas pelo Benfica. Só lamento a falta de publicidade aos benfiquistas e aos portugueses”, refere ainda o advogado.
Eis a mensagem na íntegra:
São de saudar as propostas apresentadas pela direção do Benfica à Federação Portuguesa de Futebol em torno da arbitragem nacional. Sempre defendi, publicamente e nas AG’s do Clube, que o Benfica deve ser “a” voz ativa no futebol português perante os problemas que surgem e na definição do seu futuro.
Há que discutir modelos de gestão, a urgente reformulação dos quadros competitivos e a avaliação da gestão na arbitragem. Daí ter apresentado várias propostas nos últimos anos como: 1 – criação do regime jurídico próprio para os árbitros, equiparado a jogadores (Lei) e treinadores (CCT), 2 – definir vínculo laboral dos árbitros (dando seguimento ao relatório de 2011 a pedido da SEDJ), 3 – reformular o recrutamento, formação, carreira dos árbitros e respetiva fiscalização, 4 – criar regras deontológicas, incompatibilidades e impedimentos, 5 – publicar avaliações dos árbitros, VAR e relatórios dos observadores, 6 – clarificar nomeações dos árbitros, 7 – VAR: mais transparência e fiscalização dos seus procedimentos, estruturas e comunicações.
Do pouco que se soube pelos media, há aspetos muito positivos nas propostas apresentadas pelo Benfica. Só lamento a falta de publicidade aos Benfiquistas e aos portugueses. Mas há ainda atenção e trabalho a prestar. Por exemplo: 1 -qual a posição do Sport Lisboa e Benfica sobre os casos que envolveram o Conselho de Arbitragem? Qual o resultado das alegadas reuniões na Federação com os representantes do Benfica? 2. Qual a posição do Benfica sobre a contínua premiação do árbitro Gustavo Correia que na época passada (2025-26) só tinha feito 5 jogos na 1ª Liga até 7-12-2025 (num total de 13) e esta época (2026-27) já leva 5 jogos de 1ª Liga até 19-09-2026?
A ação direta deste árbitro causou prejuízos desportivos e financeiros (Casa Pia na Luz e em Famalicão) e ainda acusou dirigentes do Benfica, no seu relatório de Famalicão, de o tentarem coagir, o que se provou falso. Um árbitro que mente num relatório oficial, colocando em causa a inocência e o bom nome de representantes do Benfica, não pode ser apoiado, escolhido e promovido. Deve ser punido, responsabilizado e suspenso.
A credibilidade de um árbitro não muda por ser internacional. Quem falta à verdade em Portugal, não pode usar a insígnia em jogos europeus. E se este conselho de arbitragem da Federação insiste na sua premiação, cabe ao Benfica estranhar e indagar o porquê, expondo a situação perante a UEFA para a devida fiscalização.
O Benfica fortalecerá se tiver ao seu lado os seus associados devidamente informados sobre a estratégia, posições e objetivos de quem o lidera. Só assim blindará o Benfica a sua enorme riqueza associativa e aquilo que verdadeiramente nos une: o apoio incondicional às nossas equipas, aquelas que todas as semanas entram em campo para vencer e representar a nossa instituição”.
Manteigas visa Villas-Boas: “Modus operandi cheira a bafio do passado”
Antigo candidato à presidência do Benfica recorreu às redes sociais, esta terça-feira, para apontar o dedo ao FC Porto e para defender que as águias têm sido prejudicadas pelas equipas de arbitragem.
Francisco Amaral Santos | 13:49 – 22/09/2026
Share this content:



Publicar comentário