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Retalho: setor registou crescimento de 30% na produtividade desde 2021

Retalho: setor registou crescimento de 30% na produtividade desde 2021

O setor do retalho tem vindo a sofrer alterações nos últimos anos, deste a transformação tecnológicas à formação contínua dos colaboradores. Estas transformações já levaram a que o setor tivesse um crescimento, nos últimos cinco anos, na produtividade por colaborador, de cerca de 30%, segundo as conclusões do estudo “Valor das nossas pessoas” da  Associação Portuguesa de Empresas da Distribuição (APED), realizado pela Forvis Mazars.

O estudo revela que em 2025 a produtividade neste setor registou um aumento, chegando aos 29,6 mil euros de valor acrescentado bruto. Pedro Mendes Silva, head of consulting, Forvis Mazars Portugal, referiu, durante a apresentação do estudo, que vários fatores contribuíram para o aumento da produtividade, desde investimento em formação, há entrada de novas tecnologias no setor. Para o head of consulting as “estratégias bem definidas e as pessoas com as competências certas”, foram fatores necessários para este aumento de produtividade.

O estudo salienta que houve um aumento em 2025 no investimento em formação e desenvolvimento para os colaboradores neste setor, que chegou a cerca de 40 milhões de euros, com sete milhões de horas de formação. O setor conseguiu ter, em média, 45 horas de formação por colaborador, com um investimento total por colaborador de cerca de 264 mil euros no ano passado.
Este é setor com alta atratividade para os trabalhadores, segundo os dados recolhidos os associados da APED criaram mais de 20 mil postos de trabalho nos últimos cinco anos, o que corresponde a uma taxa média de 3%. “O pior ano de crescimento neste setor rondou os três mil novos empregos”, afirmou. Cerca de 17% dos postos de trabalho são ocupados por trabalhadores com idade até aos 24 anos, o que mostra “o papel relevante do setor da entrada de jovens no mercado de trabalho”, referiu.
“A atratividade aos jovens demonstra futuro, e demonstra uma porta de entrada no mercado de trabalho”, salientou, referindo que o tipo de contrato de trabalho também é importante, com os dados a demonstrarem que 85% dos colaboradores tem contrato a termo, “estes dados demonstram que é um setor que se preocupa e garantem estabilidade”, sublinhou.
Apesar dos bons indicadores, a segurança ainda é um aspeto que o setor tem de melhorar. Em 2025 o indicador de acidentes fixou-se nos 21,3 acidentes por milhões de horas trabalhadas, um valor que “deixa-nos alerta, temos de minimizar esta situação”, declarou. Em 2020 o índice de gravidade foi de 0,6, um valor que desceu para o,56, em 2025. Esta descida “demonstra por um lado um conjunto de programas que as empresas têm implementado, mas também que as organizações reforçam diariamente aquilo que são os seus programas de autonomia, para minimizar situação de acidentes”, afirmou. Contudo a “complexidade” das operações podem potenciar estas situações de segurança.

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