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Dakar Classic 2026: Nova geração assume o protagonismo na 6ª edição

Dakar Classic 2026: Nova geração assume o protagonismo na 6ª edição

A 6.ª edição do Dakar Classic, que arranca em janeiro de 2026, marca o fim da “era Santaollala” e abre caminho a uma luta renovada pela vitória. Com a passagem do bicampeão Carlos Santaollala para a prova principal, nos SSV, o trono da regularidade histórica fica vago, atraindo as ambições de rivais italianos e do único antigo vencedor presente, Juan Morera.

Pelotão diversificado e internacional
A lista de inscritos conta com 211 competidores de 26 nacionalidades, incluindo 18 mulheres. Ao todo, estarão à partida 97 veículos, divididos entre 75 automóveis e 22 camiões, prontos para enfrentar os desafios de navegação e regularidade no deserto saudita.

O fim do domínio Santaollala
Carlos Santaollala, figura dominante das últimas edições ao volante do seu Toyota HDJ 80, deixa a categoria Classic após 15 vitórias em etapas e dois títulos consecutivos (2024 e 2025). A sua saída encerra um ciclo de quatro anos de hegemonia do modelo HDJ 80, iniciado com o triunfo da dupla francesa Mogno–Droulhon em 2022 e continuado por Juan Morera em 2023.

Candidatos ao título: Itália vs. Espanha
A ausência do campeão abre a porta às aspirações da equipa italiana Tecnosport. Lorenzo Traglio (n.º 701), segundo classificado desde 2024, e Paolo Bedeschi (n.º 709), que regressa após um ano de pausa para preparar um novo Toyota HDJ 80, perfilam-se como principais candidatos.

Do lado espanhol, Juan Morera e Lidia Ruba (n.º 702) voltam para a sua terceira tentativa consecutiva com a réplica do Porsche 959, determinados a vingar a desistência por problemas técnicos em 2025. Para evitar surpresas mecânicas, a dupla contará este ano com o preparador Jérémy Athimon inscrito num camião de assistência em pista (n.º 921).

Outsiders e espírito de aventura
Entre os que tentam quebrar o domínio japonês e alemão, destaca-se a dupla francesa Gublin–Sousa (n.º 728), que aposta num Land Rover e numa estrutura própria, a Bolides Racing Team, agora totalmente autónoma com camião de assistência em corrida. A Mitsubishi, marca histórica do Dakar, também mantém presença forte, com Marco Leva e Alexia Giugni (n.º 705) a procurarem melhorar o 5.º lugar de 2025 ao volante do seu Pajero.
Portugal está presente no Dakar Classic Camiões com o #900 composto por João Lota (PT), Nuno Santos (Angola) e Albert Casabona (Mercedes).
​A prova mantém-se fiel ao espírito amador e de descoberta. Exemplo disso são os irmãos Campos (nº 771), estreantes absolutos que alinham num Renault 18 restaurado pelos próprios, sem assistência externa, evocando a aventura dos irmãos Marreau. Outro nome sonante é Reynald Privé, que participou no primeiro Paris-Dakar em 1978 e regressa agora, quase 50 anos depois, num camião de assistência, para a sua estreia na vertente Classic.
FOTOS ASO/Dakar Classic
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