Desconexão de informação pode custar até 327 mil euros às empresas portuguesas
As empresas com mais de mil trabalhadores em Portugal chegam a perder mais de 327 mil euros por ano devido há falta de ligação entre equipas, processos e ferramentas. A falta de centralização de informação faz com que 57,3% dos líderes empresariais portugueses gastem mais de 30% do seu tempo à procura de informação.
Esta é uma das conclusões do relatório anual da Factorial, ‘Business Facts Index 2026 – The Cost of Business Disconnection’, que inquiriu 3.760 líderes empresariais em Espanha, Alemanha, Portugal, França e Itália.
Estes dados mostram que o facto de as empresas utilizarem mais softwares e mais tecnologia ainda não há um ganho de simplificação do trabalho.
Tiago Cunha, director of strategy & partnerships da Factorial, refere que “o inimigo é, muitas vezes, esta desconexão e a tensão causada entre o uso de muita tecnologia, mas que não está centralizada numa única fonte”.
Esta fragmentação de informação é um problema, uma vez que 73,2% dos líderes portugueses referem perder o foco devido à necessidade de alternar constantemente entre aplicações. Já 73,8% considera que a sua organização funcionaria melhor com menos ferramentas e soluções mais centralizadas.
Portugal é o país mais otimista com a IA
Portugal é um dos mercados europeus mais otimistas quanto ao uso de inteligência artificial (IA) nas empresas, com quase 85% dos líderes portugueses a esperarem que a IA altere a forma como a sua empresa funciona nos próximos 12 meses.
Apesar de ser um dos mercados mais otimistas com esta tecnologia, os dados demonstram que esta expectativa ainda não se traduz numa utilização generalizada, com 42,9% das empresas portuguesas a estarem a testar agentes de IA sem os utilizar ainda no trabalho diário.
Os dados revelam ainda que transição da experimentação da IA à sua utilização quotidiana acontece num contexto em que 71,3% dos líderes afirmam que a IA aumentou as expectativas, e 66,4% afirma ter mantido ou aumentado a sua carga de trabalho.
Tiago Cunha, director of strategy & partnerships da Factorial, refere que há uma “sensação de potencial, mas que ainda não se materializou nos benefícios destas ferramentas”.
Contudo, a confiança nesta tecnologia vai determinar a sua adoção mais profunda. Em Portugal 25,4% dos líderes identificam a integração da IA em software que já utilizam e em que confiam como o principal fator para aumentarem a confiança em agentes de IA.
A supervisão, regulação e regras claras são pontos fulcrais para a adoção desta tecnologia nos processos das empresas.
Segundo os dados, a nível europeu, apenas 6,9% dos decisores afirmam que a IA já gere processos completos de forma autónoma.
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