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Marco Silva deixa saudades e Fulham faz ultimato a Arbeloa

Marco Silva deixa saudades e Fulham faz ultimato a Arbeloa

O Fulham estará a começar a perder a paciência com Álvaro Arbeloa, treinador que foi contratado para fazer face à saída de Marco Silva para o Benfica, um mês depois de ter sido demitido do comando técnico do Real Madrid e subsequentemente substituído pelo também português José Mourinho.
 
De tal maneira que, de acordo com informações adiantadas, esta segunda-feira, pelo portal britânico TEAMtalk, o mais recente desaire, averbado na deslocação a Portman Road, ante o Ipswich Town, por 2-1, em jogo a contar para a sexta jornada da Premier League, terá mesmo levado a direção dos cottagers a realizar-lhe um ultimato.
Significa isto que, pode ler-se, ou conquista, pelo menos, quatro pontos nos dois próximos jogos, contra os recém-promovidos Hull City (no sábado, em Craven Cottage) e Coventry City (uma semana depois, na Coventry Building Society Arena), ou corre sérios riscos de vir a ser despedido.
Álvaro Arbeloa, recorde-se, tem contrato válido com o emblema londrino até junho de 2029, mas o início está longe de ser auspicioso, de tal maneira que, ao cabo de seis rondas, ainda não sabe o que é vencer no principal escalão do futebol inglês. Feitas as contas, soma apenas dois pontos em 18 possíveis, pelo que mora no 20.º e último lugar da tabela.
Os dois únicos motivos que o antigo defesa teve para sorrir, até ao momento, surgiram na Taça da Liga, onde levou a melhor, primeiro, sobre o AFC Wimbledon (da League One, a terceira divisão, em Terras de Sua Majestade), por categóricos 3-0, e, depois, o West Ham (do Championship, a segunda), por 2-3.
“Não podes ser treinador se sentes medo”
O tom de contestação em torno de Álvaro Arbeloa vai subindo de tom a cada semana que passa, mas o próprio garantiu, no passado sábado, na conferência de imprensa que se seguiu à visita ao Ipswich Town, que não tem qualquer tipo de receio de vir a ser demitido do comando técnico do Fulham.
“Eu nunca me preocupo com a minha posição. Não sinto medo. Não podes ser treinador se sentes isso. Tens de trabalhar, tomar as decisões que tens de tomar e demonstrar confiança perante os teus jogadores”, afirmou, perante os jornalistas, em declarações reproduzidas pela estação televisiva britânica BBC Sport.
“Eu sinto-me muito satisfeito com várias coisas que eles [os jogadores] estão a fazer. Sei que não é fácil para eles. Não tem a ver com a minha posição, tem a ver com a posição do Fulham. Isso é a coisa mais importante. Obviamente, são apenas seis jogos, mas é verdade que precisamos de pontos”, acrescentou.
Ryan Sessègnon, que marcou o golo que chegou a colocar os londrinos na dianteira do marcador, em Portman Road, por seu lado, saiu em defesa do treinador espanhol: “Nós temos de olhar bem para nós próprios. Tem pouco a ver com a mentalidade, neste momento. Temos de tentar exigir mais de nós mesmos”.
“Temos de impor padrões mais elevados para nós mesmos, porque vai ser uma temporada complicada”, completou o lateral-esquerdo.
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