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Bancos de Wall Street abrem temporada de resultados com petróleo a pressionar

Bancos de Wall Street abrem temporada de resultados com petróleo a pressionar

Wall Street abre esta terça-feira a temporada de resultados do terceiro trimestre com os quatro maiores bancos norte-americanos, enquanto o petróleo se mantém acima dos 106 dólares por barril e investidores aguardam dados de inflação nos EUA que serão decisivos para a Fed.
Quatro dos seis maiores bancos dos EUA, JPMorgan Chase, Goldman Sachs, Citigroup e Wells Fargo, divulgam resultados na manhã desta terça-feira, por volta das 7h00 em Nova Iorque (12h00 em Lisboa). Bank of America e Morgan Stanley seguem na quarta-feira.
Semana chave também para TSMC e ASML do lado tech, que ditam o Nasdaq.
Os investidores vão focar no impacto das taxas de juro elevadas e nas perspectivas do negócio, depois de um primeiro semestre altamente lucrativo. As estimativas apontam para lucros até 20% superiores em termos homólogos, com receitas de trading e banca de investimento significativamente acima do período anterior e sem deterioração clara das carteiras de crédito.
A temporada arranca depois de Wall Street ter fechado com ganhos ligeiros nesta segunda-feira com o mercado obrigacionista encerrado para o Columbus Day. O Dow Jones ganhou 92 pontos, ou 0,18%, para 51.746,95 pontos e o S&P 500 subiu 0,05% para 7.815,72 pontos.
Fora do setor financeiro, Johnson & Johnson divulga resultados antes da abertura, às 6h45 ET, com consenso de 2,51 dólares por ação e receita de 25,38 mil milhões de dólares.
Os futuros do petróleo prolongaram ganhos com preocupações persistentes de oferta. O Brent de Dezembro subiu 1,8% para 106,65 dólares e o WTI para Novembro ganhou 2,1% para 93,74 dólares na segunda-feira, depois de um ataque Houthi mortal ao aeroporto de Riade e da ameaça ao Estreito de Ormuz ter interrompido um oleoduto crucial da Arábia Saudita.
O mercado pesa também dúvidas sobre uma trégua energética entre Rússia e Ucrânia e nove ataques registados em torno de Ormuz na primeira semana de Outubro, ainda assim, metade do total de Setembro.
O choque energético domina as reuniões anuais do FMI e do Banco Mundial que começaram esta semana em Banguecoque, onde ministros das Finanças discutirão o impacto da guerra alargada no Médio Oriente nos preços da energia e inflação.
A agenda desta terça-feira é leve e de transição. Nos EUA saem o índice de otimismo das pequenas empresas NFIB de Setembro e vendas de casas existentes. Na Europa, Alemanha divulga CPI e balança corrente de Agosto e o Japão o PPI de Setembro.
O obstáculo principal será o CPI dos EUA na quarta-feira, onde uma headline  (inflação total, inclui tudo — comida e energia) mais quente de 3,7% deverá ser equilibrada por uma inflação core mais baixa de 2,5%. Analistas esperam que o CPI suba 0,6% em termos mensais em Setembro, com a taxa anual a subir para 3,6%. O PPI sai na quinta-feira com previsão de +0,5% mensal.
Na Europa, os futuros apontavam para uma abertura contida. Futuros do Eurostoxx +0,1% no início da negociação europeia, futuros do DAX estáveis e CAC 40 +0,2%, enquanto futuros do FTSE -0,1%. Em Lisboa, o PSI20 valorizou 0,26% para 8.315,49 pontos na segunda-feira.
O setor bancário europeu (BNP, Deutsche Bank, Santander) vai negociar em função do que JPM/Goldman disserem sobre provisões e trading.
Nesta segunda-feira o sentimento foi positivo. O EuroStoxx 50 fechou nos 6.201,21 pontos, uma subida de 0,45%, enquanto o índice pan-europeu Stoxx 600 avançou 0,56%. Em Frankfurt, o DAX somou 0,76% para 25.277,68 pontos. Em Paris, o CAC 40 registou um ganho de 0,38% para 7.832,88 pontos. Em Londres, o FTSE 100 subiu 0,99% para 10.656,28 pontos. O FTSE MIB, em Milão, valorizou 0,58% para 50.035,00 pontos, enquanto em Madrid, o IBEX 35 destacou-se com uma subida de 1,33% para 19.285,80 pontos.
No mercado de matérias-primas, os futuros do petróleo continuaram a subir. O NYMEX WTI avança  1,93% para 93,62 dólares por barril, enquanto o ICE Brent valorizou 1,80% para 106,61 dólares.
No mercado obrigacionista, a yield das obrigações alemãs a 10 anos caiu 0,88 pontos base para 3,47%, enquanto a yield portuguesa a 10 anos subiu 0,07 pontos base para 3,96%. A dívida francesa a 10 anos fixou-se nos 4,896%.
De acordo com o comentário de fecho de mercados do Millennium investment banking, as bolsas europeias encerraram em alta, com o setor da Banca a liderar os ganhos, na véspera de Wells Fargo, JPMorgan, Goldman Sachs e Citigroup darem o pontapé de saída em mais uma earnings season nos EUA. A nota acrescenta que os investidores mostraram maior resiliência à subida que se vai registando nos preços do petróleo, depois da Ucrânia lançar dúvidas sobre o “cessar-fogo energético” defendido pelo presidente dos EUA, Donald Trump.

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