Santa Casa da Misericórdia de Évora transforma sol em poupança e impacto social com a Greenvolt
A Santa Casa da Misericórdia de Évora, instituição fundada em 1499, inaugurou esta segunda-feira, 13 de outubro, uma Comunidade de Energia em parceria com a Greenvolt Comunidades que vai converter o sol do Alentejo em poupança, maior autonomia e capacidade de gerar impacto social local.
A nova comunidade liga duas unidades produtoras a sete outros polos da instituição, incluindo respostas de saúde, infância e apoio social. A energia será produzida no Recolhimento Ramalho Barahona e na Unidade de Cuidados Continuados, para consumo local e partilha do excedente com os restantes pontos, entre os quais creches e a sede da instituição. A lógica é simples e replicável: a energia é produzida onde existe espaço solar disponível – nos telhados e na cobertura de estacionamento – e passa a servir diferentes necessidades da Santa Casa.
O projeto em Évora conta com 600 painéis solares e 346 kWp de potência instalada. Segundo a Greenvolt, o caso de Évora demonstra como organizações com vários edifícios podem transformar coberturas em valor económico, ambiental e comunitário.
Com uma produção estimada de 496 MWh por ano, cerca de 131 MWh serão partilhados com os restantes pontos de consumo.
Ao longo do contrato de 20 anos, a poupança estimada ascende a 812 mil euros, cerca de 41 mil euros por ano, enquanto o projeto evita aproximadamente 130 toneladas de emissões de CO2 anualmente, revela a Greenvolt.
O modelo ganha especial relevância numa instituição que acompanha a comunidade em diferentes fases da vida. O Recolhimento Ramalho Barahona funciona 24 horas por dia, todos os dias do ano, prestando alojamento, apoio social e cuidados de enfermagem e promovendo autonomia, envelhecimento ativo e integração social. Neste contexto, cada euro poupado pode contribuir para a sustentabilidade das respostas prestadas.
“Em Évora, não estamos apenas a instalar painéis: estamos a ligar edifícios, a otimizar consumos e a transformar energia local em poupança duradoura para uma instituição que cuida da comunidade há mais de cinco séculos. É esta combinação entre capacidade técnica, gestão integral e impacto local que queremos replicar em todo o país”, afirma José Queirós de Almeida, CEO da Greenvolt Comunidades.
“Esta solução permite reduzir custos de energia em diferentes instalações e reforçar a sustentabilidade da nossa missão. O benefício é económico, ambiental e comunitário, com potencial para integrar novos membros e alargar as vantagens da energia local”, adianta Francisco Lopes Figueira, Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Évora.
O caso de Évora ilustra uma tendência crescente de utilização de coberturas, parques de estacionamento e outros ativos para a produção e partilha de energia, permitindo às empresas ou organizações beneficiar de energia renovável sem investimento inicial.
Para instituições sociais, autarquias, empresas, universidades ou grupos com instalações dispersas, este modelo permite articular a produção renovável com as necessidades de consumo de diferentes locais, aproveitando melhor a energia produzida e distribuindo os seus benefícios por diferentes edifícios e pontos de consumo.
A Greenvolt Comunidades conta atualmente com mais de 160 projetos em operação, cerca de 55 MWp instalados e mais 60 MWp em desenvolvimento. No universo das Misericórdias, desenvolveu 14 projetos, com cerca de 1,2 MWp e que contam com 68 membros consumidores.
No Alentejo, a presença estende-se às Misericórdias de Mora, Arraiolos, Castelo de Vide e Montargil, com comunidades de energia que podem também integrar pequenas empresas e famílias, alargando a utilização da energia produzida localmente.
Share this content:



Publicar comentário