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Portuguesa Bynd fechou quatro novos investimentos no verão

Portuguesa Bynd fechou quatro novos investimentos no verão

A Bynd Venture Capital (VC) continua focada no seu terceiro fundo de investimento de 30 milhões de euros, tendo fechado quatro novos investimentos durante o verão.
Apesar de ser tipicamente uma altura de férias, Tomás Penaguião, partner da Bynd VC, salientou ao Jornal Económico que “os empreendedores não tiram férias, ou pelo menos não tiram tantas férias como as pessoas que trabalham em empresas maiores”.
Este período é utilizado para dois temas, “identificação de tendências para os próximos tempos e onde queremos investir no regresso de férias”, referiu.
A grande tendência de investimento da empresa é a inteligência artificial (IA), sendo que a empresa tem investido nesta tecnologia “verticalizada ou aplicada a diferentes nichos”. Só este ano, a empresa já fechou “sete novos investimentos”, sendo que seis são empresas que aplicam esta tecnologia a diferentes setores, desde logística, financeiro, médico, espacial.
Na opinião de Tomás Penaguião, estas empresas conseguem ter “vantagens competitivas a nível de acesso a dados, integrações, workflows”, algo que para os modelos mais generalistas, como o ChatGPT ou o Claude, é “mais difícil”.
A empresa também acredita que no futuro as “empresas de serviços com uma capa de IA” vão ser uma tendência. Sem esta camada de IA estas empresas “não eram atrativas para um venture capital, pelas baixas margens e o potencial de escalabilidade”, apontou.
“Neste momento, se colocarmos uma camada de IA em cima, essas empresas podem passar a ser alvo de venture capital”, referiu. Esta tendência é particularmente visível na área da contabilidade.
Ao JE, o partner da Bynd refere que apesar dos, recentes, pedidos de abrandamento ao desenvolvimento desta tecnologia, o investimento principal vai continuar a ser startups de IA.
“Eu entendo o porquê do abrandamento, mas a verdade é que os números e o que tem vindo a acontecer até agora contam outra história”, afirmou. “Fala-se em abrandamento, mas o investimento em datacenters, por exemplo, só tem vindo a aumentar nos últimos anos”, declarou.
Na opinião de Tomás Penaguião mesmo que exista este abrandamento ainda “muito se poderia trabalhar em cima da tecnologia que já existe”.
Apesar desta possibilidade, a empresa está com um “pipeline de investimentos sólido”.
A empresa tem investido em Portugal e em Espanha nos últimos dez anos, sendo já uma “empresa com ADN ibérico”. Apesar de, em média, investirem em mais empresas espanholas do que portuguesas, o ecossistema português “é um ecossistema que tem vindo a ganhar alguma maturidade nos últimos anos”, apontou.
Na opinião de Tomás Penaguião, o ecossistema português “ainda está um pouco a atrás, a nível de desenvolvimento, do ecossistema espanhol, talvez três ou quatro anos, a nível de maturidade. Isso reflete-se na quantidade de dinheiro que recebemos do mercado espanhol e do português”.
Para além de estar focada no seu fundo III, a empresa pretende chegar ao final do ano com 50 startups no seu portefólio. “Estamos com 44 empresas ativas no nosso portefólio, portanto se não chegarmos este ano, será no próximo”, afirmou.

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