Drawing Room, a montra do desenho contemporâneo está de volta
De 22 a 25 de outubro, a Sociedade Nacional de Belas-Artes, em Lisboa, volta a receber a Drawing Room, que nesta edição reforça a sua dimensão internacional. Dos mais de 70 artistas expostos, destaque para nomes oriundos de Espanha, Peru, Moldávia, Angola, Países Baixos, Itália, Suíça, Polónia, Bélgica, Irão e Brasil. Já entre os artistas portugueses, é notória a vertente multigeracional, com nomes como Pedro Calapez, Pedro Cabrita Reis, José Pedro Croft, Maria Capela ou Diana Policarpo. Nomes que se vão juntar a artistas internacionais como Lennin Vásquez, Lina Busso, Pouran Jinchi, Helena Valsecchi, Klaas Vanhee, Katarzyna Pacholik e Malgosia Jankowska.
A 9ª edição da Drawing Room mantém o foco no desenho contemporâneo e nas suas diversas manifestações, i.e., dos universos mais figurativos e narrativos à abstração e à experimentação formal. No total, 23 galerias participam no Programa Geral. As galerias lisboetas Arte Periférica, Balcony – Contemporary Art Gallery, BraçoPerna44, Carlos Carvalho – Arte Contemporânea, Galeria 111, Galeria Belo Galsterer, Galeria Miguel Nabinho, Salgadeiras Arte Contemporânea, This Is Not a White Cube e Trema, marcam presença na feira, lado a lado com a Galeria Nuno Centeno, Galeria Pedro Oliveira, Helena Rodrigues Galeria, Kubik Gallery, Lehmann e Presença, do Porto.
A representação internacional inclui a Caicoya Galería, de Oviedo, a Bibli de Santa Cruz de Tenerife, a Galería Silvestre, de Madrid, a Siboney, de Santander, a Trinta Arte Contemporánea, de Santiago de Compostela, e a Víctor Lope, de Barcelona. A Marissi Campos Galería, com presença em Lima e Lisboa, traz ainda à feira uma ligação direta à cena artística peruana. Não só através dos artistas que irá expor, mas ainda pelo autor da imagem oficial da 9.ª edição da Drawing Room Lisboa ser o artista peruano Lennin Vásquez. Representado pela Marissi Campos Galería, é a primeira vez que Vásquez traz a a Lisboa o seu imaginário de pendor surrealista, “no qual folhas, peixes, corpos, formas arquitetónicas e atmosferas se encontram, sobrepõem e transformam”.
A importância do reconhecimento
A Drawing Room Lisboa tem vindo a explorar outras vertentes para além da exposição de trabalhos de artistas nacionais e internacionais através das galeriais que os representam. Afirma-se, também, como ponto de encontro de artistas, curadores e responsáveis por museus para debater práticas contemporâneas de difusão artística. Na 9ª edição, o foco estará nos novos museus e eventos dedicados à arte contemporânea, no âmbito das Millenium Art Talks, que têm o apoio da Fundação Millennium bcp.
E como o reconhecimento é um importante trigger para o apoio à criação artística, a feira introduz este ano dois novos prémios.
O Prémio Adquisição Coleção da Fundação Ilídio Pinho, que permitirá integrar uma nova obra nesta coleção cujo arco temporal vai dos 60 do século XX até aos dias de hoje, adquiridas na sua maior parte em situação de apoio a artistas para a concretização de projetos específicos, designadamente a edição de livros de autor, residências artísticas no estrangeiro ou a produção de obras, catálogos ou exposições. E o Novo Prémio de Desenho Ana Hatherly – Aquisição Arquivo Fernando Aguiar, que além de apoiar a criação artística contemporânea pretende ser, também, uma homenagem à artista Ana Hatherly, que, antes do seu falecimento, em agosto de 2015, doou ao Arquivo o seu espólio artístico.
Dos novos prémios passamos para os que, desde a primeira edição, se associam à Drawing Room: o Prémio Aquisição Fundação Millennium bcp – Talento Emergente, o Prémio Projeto Artístico Destacado e o Prémio Projeto Curatorial Galeria.
O Prémio FLAD de Desenho 2026, iniciativa que volta a distinguir a excelência e a inovação na prática do desenho contemporâneo em Portugal, tem um valor pecuniário de 20.000 euros e distinguirá um dos cinco artistas finalistas, escolhidos entre mais de 100 candidaturas. Os trabalhos de Catarina Real, Inez Teixeira, Rudi Brito, Eduardo Matos e Tomás Cunha Ferreira estarão em exposição na Drawing Room Lisboa, entre os dias 22 e 31 de outubro, na Sociedade Nacional de Belas-Artes, em Lisboa. Cada finalista recebe uma bolsa de produção de 2.000 euros, destinada à preparação da exposição. O vencedor será anunciado a 24 de outubro.
A Imprensa Nacional, marca editorial e cultural da INCM – Imprensa Nacional-Casa da Moeda, assegura dois prémios na Drawing Room Lisboa a artistas portugueses presentes na feira, dando continuidade à sua missão de promoção e preservação do património da língua e da cultura portuguesas: o Prémio de Arte Imprensa Nacional-Casa da Moeda para aquisições no valor de 10.000 euros e o Prémio Editorial com a publicação de uma monografia de um dos artistas da feira.
A programação será complementada pelo espaço editorial da Drawing Room Lisboa, sob a coordenação da curadora Filipa Valladares, dedicado a publicações e projetos editoriais relacionados com a arte contemporânea, reforçando a relação entre desenho, edição e pensamento crítico.
Share this content:
Publicar comentário