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Pedro Emanuel gela La Bombonera e coloca Vasco da Gama a sonhar

Pedro Emanuel gela La Bombonera e coloca Vasco da Gama a sonhar

O Vasco da Gama deu, na madrugada de terça para quarta-feira, um passo potencialmente ‘de gigante’ no sentido do apuramento para a tão aguardada final da Taça Sul-Americana, ao levar a melhor sobre o Boca Juniors, em pleno Estádio Alberto Jacinto Armando (mais conhecido por La Bombonera), por 0-1, no jogo da primeira mão das ‘meias’.
 
O golo que fez a diferença, em Buenos Aires, surgiu à passagem dos 25 minutos, quando Andrés Goméz cruzou a bola para o ‘coração’ da grande área, onde apareceu Adson a desviar, de cabeça, para o fundo da baliza à guarda de Alvaro Montero, para desespero dos milhares de adeptos argentinos que se encontravam nas bancadas.
O mesmo Andrés Gómez voltaria a estar em evidência… pela negativa, aos 63 minutos, quando o árbitro chileno Piero Maza lhe deu ordem de expulsão, com recurso a dois cartões amarelos ‘de rajada’, o primeiro dos quais devido a um desentendimento com Lautaro di Lollo, e o segundo por protestos sobre essa mesma decisão.
Vasco da Gama e Boca Juniors voltam a encontrar-se pelas 01h30 (hora de Portugal Continental) da próxima quarta-feira, dia 21 de outubro, desta feita, no Estádio Jornalista Mário Filho (o ‘eterno’ Maracanã), no Rio de Janeiro, onde ficará decidido, de uma vez por todas, quem irá disputar o troféu.
A outra eliminatória só irá começar esta quarta-feira, às 23h00, com o encontro que irá colocar, frente a frente, os brasileiros do Atlético Mineiro e os uruguaios do Montevideo City, na Arena MRV, em Belo Horizonte, ao qual, certamente, a equipa orientada pelo treinador português Pedro Emanuel estará certamente atento.
“Demonstrámos que queremos escrever a nossa história”
Na conferência de imprensa que se seguiu ao apito final, Pedro Emanuel mostrou-se naturalmente satisfeito com aquilo que viu da parte do Vasco da Gama, mas recusou dar a tarefa por concluída: “Fizemos uma bela partida. Nem sempre bem jogada, nem sempre como planeámos, mas sabemos que estamos apenas no intervalo desta eliminatória”.
“Tivemos um pouco de sorte, no final. O Boca Juniors teve duas chances claras para empatar, e, se empatasse, eu não diria o contrário, mas ganhar fora é melhor, principalmente, neste estádio tão mítico. Acreditamos cada vez mais que pode ser o nosso troféu”, afirmou, em declarações reproduzidas pelo portal brasileiro Globoesporte.
“Eu disse aos jogadores que, se queremos demonstrar algo nesta competição, tínhamos de o demonstrar, hoje. Acho que demonstrámos que queremos escrever a nossa história. Respeitamos o passado, mas queremos escrever a nossa, no presente. Respeitámos o nosso plano de jogo, com o caráter que esta equipa tem mostrado”, prosseguiu.
“Dadas as circunstâncias, não conseguimos manter, no segundo tempo, mas conseguimos aguentar, e levamos uma vantagem mínima. Dá-nos confiança para o que pretendemos atingir”, concluiu o técnico luso, que, feitas as contas, já não sabe o que é perder desde 6 de setembro, quando ‘tombou’ na visita ao Fluminense, por 1-0, e partiu para um ciclo de cinco triunfos e dois empates ao cabo de sete jogos.
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