Farioli iliba Moura e explica o que falhou no FC Porto: “Merecíamos mais”
Ao cabo de duas jornadas, o FC Porto continua sem conseguir pontuar, na nova temporada desportiva de 2026/27 da Liga dos Campeões, visto que, depois da derrota sofrida ante o Manchester City, no Estádio do Dragão, por 0-2, não foi capaz de fazer melhor, no Estadio de La Cartuja, e ‘tombou’ frente ao Real Betis, por 3-2.
Na conferência de imprensa que se seguiu ao apito final, Francesco Farioli procurou explicar o que falhou: “Foi uma partida em que eles poderiam ter marcado mais golos e nós também poderíamos ter marcado mais. O resultado poderia ter sido diferente. Fica, naturalmente, a sensação de que merecíamos algo mais”.
“No entanto, ao nível da Liga dos Campeões, ao conceder o mínimo espaço, paga-se o preço, porque há jogadores com capacidade para maximizar qualquer lance. São estas as lições que temos de retirar. Não há ressentimentos: há aspetos evidentes a analisar e a melhorar, e dispomos agora de uma semana para preparar o nosso próximo encontro da Liga dos Campeões, no Estádio do Dragão”, afirmou.
“Nos primeiros 70 metros do campo, estivemos muito bem, mas, nos últimos 30 metros, não produzimos o suficiente para criar o perigo devido. O adversário fez precisamente o oposto, nos últimos 30 metros, sempre que tocava na bola, criava um remate ou uma oportunidade. Esta é a leitura que faço do primeiro tempo. Na segunda parte, a dinâmica mudou e assistiu-se a um cenário diferente”, prosseguiu.
“Fica, claro, o lamento de não termos feito o 3-1 logo após o golo do Samu, num momento em que dispusemos de duas excelentes ocasiões. Era a altura ideal para sentenciar a partida. Não o fizemos, sofremos o 2-2 e, mesmo assim, continuámos a ter oportunidades para nos recolocarmos em vantagem e para pontuar após o 3-2. Deixámos tudo em campo, mas a Liga dos Campeões é um patamar diferente”, completou.
“Moura? Nunca fui um treinador que coloca a responsabilidade individual sobre os ombros de um único jogador”
O treinador italiano recusou, ainda, atribuir as culpas deste resultado a Francisco Moura, que se deixou ultrapassar por Antony no lance que culminou no golo do 2-2, da autoria de Cucho Hernández, antes de, na reta final, ter cometido, sobre Ángel Ortiz, a grande penalidade que Isco acabaria por converter, para selar a reviravolta final.
“É um jogador que vem de um período exigente, de uma segunda metade de época difícil. Nos últimos encontros, fez exibições muito sólidas. Agora, teve um adversário direto bastante complicado e realizou várias ações positivas. Quanto aos últimos dois lances, preciso de tempo para os analisar detalhadamente, mas nunca fui um treinador que coloca a responsabilidade individual sobre os ombros de um único jogador. Não foi o caso esta noite, nem alguma vez será no futuro”, sublinhou.
A terminar, desvalorizou o facto de Souza ainda não ter disposto de oportunidades para se mostrar, na ala esquerda da defesa: “Chegou até nós numa forma física que não era muito boa. É um jogador que tem qualidade, em cujo potencial acredito muito, mas precisa de completar o seu desenvolvimento de uma certa maneira que me permita ter a sensação de que pode jogar os 90 minutos”.
“Claro que, chegando no último dia do mercado, não é fácil encontrar momentos para lhe dar esta oportunidade. Amanhã [hoje], quando voltarmos ao Olival, teremos um jogo amigável para tentar dar a estes jogadores tempo de jogo e a oportunidade de ganhar uma certa condição física. Portanto, o objetivo é ter todos de volta o mais rapidamente possível, para termos os melhores cenários para decidir que jogador colocar em campo”, concluiu.
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