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A reação de Marco Silva após a goleada do Benfica frente ao Celtic

A reação de Marco Silva após a goleada do Benfica frente ao Celtic

Benfica fez parecer fácil? Onde esteve a chave? “Foi a nossa qualidade, acho que a nossa entrada outra vez no jogo e tem sido uma constante praticamente em todos os jogos que temos jogado aqui, alguns deles também fora de casa, para não dizer a grande maioria. A nossa entrada é uma entrada muito positiva, a comandar o jogo, a levar o jogo para caminhos que nós queríamos levar, a conseguirmos posicionar-nos no nosso meio-campo ofensivo e depois com a qualidade de podermos criar por fora, por dentro. Sabíamos que em alguns momentos ia ser mais difícil no 4-4-2, que eles se posicionavam e acabavam por rodar bem sempre a linha média. Mas nós sabíamos principalmente pelo posicionamento do Sudakov que não cobrindo aquela zona a bola entrava muitas vezes naquele espaço para nós. E foi isso que nós fomos conseguindo fazer de variadíssimas formas, com os nossos centrais com a qualidade que têm também com bola conseguimos sempre encontrar e bem os jogadores posicionados, ora entrelinhas ora mais sobre os corredores e fomos criando. Fomos criando sempre com grande qualidade e como disse, pareceu fácil, mas de fácil não tem nada.
 
A reação do Celtic na segunda parte mostrou a qualidade que tem. É óbvio que a nossa superioridade na primeira parte foi muito boa e foi uma primeira parte de grande qualidade. Faltou-nos em alguns momentos, pelo golo cedo também, e eu disse aos jogadores ao intervalo: estava-nos a faltar um pouco definir os momentos de pressão muito melhores. Acabámos por recuar, estando a ganhar o jogo 2-0 e depois 3-0, recuar para a nossa linha média mais do que aquilo que eu gostava em alguns momentos, mas faz parte. Também os jogadores pensavam no resultado naquele momento. Deixámos muitas vezes o Celtic montar a três com o McGregor a chegar no meio dos centrais e tornou-se mais difícil arranjar os momentos de pressão.
Nós melhorámos na segunda parte, no princípio. Nesses momentos melhorámos claramente e depois podíamos ter feito o quarto e o quinto golo muito cedo. Tivemos oportunidades para matar, praticamente fazer o quarto e o quinto golo muito cedo. O jogo começou a parecer outra vez fácil e quando nós pensamos que é fácil pode-se complicar. E a reação do Celtic complicou porque fizeram um golo que nós devíamos ter evitado. Cruzamento por fora, um jogador que entrou fresco pelo lado esquerdo e depois o Dahl já com amarelo teve algumas dificuldades. A ajuda também não foi a melhor para fazermos dois contra um defensivo, mas depois a equipa reagiu. Demorou um pouco a reagir após o golo, mas depois reagiu outra vez e acabou por comandar, acabou por fazer mais um golo e tivemos variadíssimas oportunidades. Há a realçar também que o Celtic também teve algumas, até mais do que o que eu gostaria de ver, mas mais uma grande exibição da nossa equipa.”
O que é que sentiu que estava ali a faltar após o golo do Celtic? Gesticulou muito… Não, faltou-nos mesmo… São detalhes, detalhes que nós temos que melhorar e temos que trabalhar com os jogadores, continuar a trabalhar. Mesmo na primeira parte, uma dupla oportunidade que têm num cruzamento na direita, nós estamos a fazer dois contra um defensivo e temos que ser muito mais fortes naquele dois contra um. Estamos dois contra um contra um jogador, temos que evitar o cruzamento, temos que ser mais fortes a bloquear o cruzamento. Alterámos ao intervalo ou tentámos fazer perceber aos jogadores que estávamos a perseguir muito jogadores, principalmente o Fredrik [Aursnes] que abria muito espaço com o João [Palhinha]. A bola estava a entrar muitas vezes por dentro e não tem que entrar na nossa equipa. Melhorámos no princípio da segunda parte. Voltámos depois a ter alguns problemas no intermédio da segunda parte naquele momento, mas depois fomos melhorando. Sim, quisemos melhorar. Mesmo no corredor esquerdo nós demorámos muito a fazer dois contra um com o Dahl e o jogador que entrou é um jogador agressivo. Os dois jogadores que entraram para os corredores lá atrás são jogadores agressivos e este tipo de coisas temos que melhorar: muito mais capazes de fazer dois contra um defensivo nos corredores quando são jogadores muito fortes e capazes de ganhar duelos individuais, que é muito importante para nós.”

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Rodrigo Querido | 21:49 – 15/10/2026

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