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Auf wiedersehen TAP e o “executivo” que ameaça Montenegro. Veja o “Semanário” do JE

Auf wiedersehen TAP e o “executivo” que ameaça Montenegro. Veja o “Semanário” do JE

9 outubro: Nada como o Nobel da Paz para gerar uma guerra
Desde que Donald Trump regressou à Casa Branca, instituiu-se uma tradição curiosa: a atribuição do Nobel da Paz passou a gerar grandes conflitos. No ano passado, Maria Corina Machado só enterrou o machado de guerra quando entregou a medalha do Nobel ao presidente norte-americano, algo que obrigou o Instituto Nobel a ter de fazer um esclarecimento inédito: o galardão é pessoal, irrevogável e intransferível. Em 2026, o galardão foi entregue a Navi Pillay, ex-juíza sul-africana, como símbolo do alerta pela forma como os juízes e as instituições do direito internacional estão a ser alvo de ataques políticos. A resposta dos EUA não se fez esperar: impôs sanções ao Tribunal Penal Internacional.
 
10 outubro: Obama esteve num dos seus países favoritos
É um clássico: quando uma grande estrela pop mundial vem a Portugal, o maior aplauso da noite é quando elogia o país e/ou os portugueses. O democrata e antigo presidente dos EUA esteve em Lisboa em modo pop star e atraiu dez mil pessoas à Meo Arena. Ficámos a saber que Portugal é um dos seus países favoritos (vários luso-descendentes estiveram na sua administração) e que tem algo a dizer sobre a estranha nostalgia que se faz sentir na América Real: “Quando as pessoas negras eram silenciosas e não estavam na Casa Branca e as mulheres sabiam o seu lugar, na cozinha e em casa”. Mensagens poderosas.

11 outubro: Passos, o executivo que ameaça Montenegro
O antigo primeiro-ministro não dava uma entrevista televisiva desde que saiu do Governo. Voltou este domingo e com estrondo. Definiu-se como um executivo que nunca irá concorrer a Belém, disse que mantinha a porta aberta para voltar à política ativa, falou de Luís Montenegro como tendo sido um “grande” líder parlamentar e apenas elogiou no presente aquele com quem quer ter um acordo para fazer reformas: André Ventura. Resta saber que grandes reformas de Passos está o Chega disposto a aceitar e qual o atalho que vai levar o ex-chefe de Governo a São Bento.

12 outubro: O cessar-fogo energético que só Trump conhece
A guerra entre a Rússia e a Ucrânia continua a ser uma enorme pedra no sapato de Donald Trump e com as eleições intercalares pelo meio, o presidente dos EUA tem que ter trunfos na manga para conter a subida galopante dos preços dos combustíveis. Vai daí, o republicano abre a sua rede social (Truth Social) e anuncia um cessar-fogo energético imediato entre os dois países em conflito. As reações não se fizeram esperar: Zelensky foi apanhado de surpresa e as forças russas parecem não ter sido avisadas já que continuaram a bombardear infraestruturas e centrais elétricas. Além disso, a Europa criticou Trump por ter suspendido as sanções à Rússia no sentido de comprar gasóleo russo e assim, baixar os preços dos combustíveis. Será este o cessar-fogo mais bélico da história?

13 outubro: Franceses: arrumem a casa
Envolta em tensões sociais, França, a segunda maior economia do bloco europeu, mereceu fortes reparos do FMI: Kristalina Georgieva desafiou os líderes franceses a tomarem as rédeas do controlo da despesa e não deixarem que a dívida acumule a um ritmo insustentável. “Arrumem a vossa casa”, avisou a presidente do FMI. Para Portugal, o FMI prevê que a economia cresça 2,1% este ano e 1,9% no próximo. As expectativas vertidas no World Economic Outlook representam uma revisão em alta face a junho mas um pessimismo relativamente às previsões do Governo vertidas no OE para 2027.

14 outubro: auf wiedersehen, TAP
Este foi um dia em que começámos a dizer adeus à TAP tal como a conhecemos até aqui. O Governo anunciou que o grupo alemão Lufthansa vai ficar com quase metade do capital social por 1.201 milhões de euros, avaliando a companhia em mais de 2,5 mil milhões. A Lufthansa vai preservar a marca e sede em Portugal, garante o reforço do hub em Lisboa e o Estado português pode tornar-se o segundo maior acionista da companhia alemã. Miguel Pinto Luz deixou a garantia de que, se dependesse do ministro da tutela, venderia a totalidade da TAP.

15 outubro: Abre-se a porta à atuação das forças de segurança
A Praça D. João I, no Porto, foi palco de uma intervenção policial que visou a desmobilização de uma manifestação pelo Direito à Habitação na cidade. A ação da PSP resultou em vários feridos e colocou em causa a atuação das forças de segurança. O presidente da Câmara do Porto diz que a ação aconteceu em “último recurso” e reforçou que a Praça D. João I não é nenhum parque de campismo. O secretário-geral do PS pediu “explicações urgentes” do MAI sobre a intervenção policial e considerou que esta situação comprova “o falhanço” do Governo nesta área.

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